marcelo werner
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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, comentou sobre o episódio do torcedor do Vitória espancado por mais de 15 integrantes de torcida organizada do Bahia. Segundo ele, esses casos não envolvem torcedores, mas “criminosos que utilizam camisas de clubes para cometer atos violentos”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (22), durante entrevista ao programa Toda Hora, da Salvador FM.

“Sobre a questão das torcidas, entre aspas, não se trata de torcedores, mas de bandidos que vestem camisas de clubes. Já tivemos episódios graves, como o ataque ao ônibus que vitimou o goleiro do Bahia, Danilo Fernandes, além de outros casos, inclusive com mortes. A polícia prende, mas, por vezes, esses mesmos indivíduos voltam a cometer crimes”, disse.

Ele afirmou ainda que a Secretaria atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público, o Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE) e a Polícia Civil. Em dias de jogos, alguns suspeitos reincidentes permanecem retidos nas unidades do BEPE antes e depois das partidas, como forma de prevenção.

“É uma posição que já é conhecida: precisamos de uma revisão legislativa. Não falo apenas da Bahia, mas do Estado brasileiro. É necessário atualizar a legislação para combater com mais eficiência os crimes violentos, garantindo uma Justiça mais célere e eficaz. Reforço aqui a parceria e o compromisso do Tribunal de Justiça da Bahia e do Ministério Público. Não se trata de uma crítica às instituições do sistema de Justiça, mas de uma provocação necessária ao legislador”, finalizou.

Agressões

As agressões contra o torcedor ocorreram no último dia 17 de janeiro, na Avenida São Rafael, antes do jogo entre Bahia e Galícia, pelo Campeonato Baiano, na Arena Fonte Nova, e de uma festa promovida pelo Vitória, no estacionamento do Barradão.

A vítima, integrante da torcida organizada Os Imbatíveis, do Vitória, foi atingida por golpes de faca, além de chutes e socos. Ele foi socorrido e levado para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e já teve alta. Três suspeitos foram identificados e presos.