Ex-prefeito ACM Neto. Foto: Divulgação
Ex-prefeito ACM Neto. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta quarta-feira (11) que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria Geral da República (PGR) para apuração do vazamentos de informações sigilosas. A decisão do ex-prefeito e pré-candidato ao governo da Bahia ocorre depois que o jornal O Globo divulgou dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O relatório mostrou que uma empresa fundada pelo ex-prefeito em dezembro de 2022, a A&M Consultoria Ltda., com capital social de R$ 2 mil, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag Investimentos até maio de 2024. Ao diário carioca, ACM Neto confirmou o recebimento e esclareceu que os valores correspondem a serviços de consultoria prestados formalmente às empresas.

Leia também: ACM Neto confirma recebimento de R$ 3,6 mi de Banco Master e Reag

Em nota e vídeo divulgados na tarde desta quarta-feira (11), ACM Neto levantou a hipótese de motivação política no vazamento dos dados e disse que vai solicitar a apuração ao STF e à PGR.

Além disso, o ex-prefeito afirmou que se colocará à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento necessário.

Suspeita de motivação política

No vídeo divulgado, ACM Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação dos dados. Segundo ele, o episódio ocorre em um momento sensível do cenário eleitoral. Por isso, considera o vazamento estranho. Além disso, afirmou que o caso precisa ser apurado com rigor.

Em seguida, o ex-prefeito explicou sua atuação profissional após deixar a Prefeitura de Salvador. Segundo ele, desde o fim de 2022 passou a dedicar parte do tempo à atividade empresarial. Naquele período, ele não ocupava cargo público. Entre as iniciativas está a empresa de consultoria.

De acordo com Neto, a empresa prestou serviços para diversas instituições do mercado financeiro. O ex-prefeito afirmou que os contratos foram firmados regularmente e ressaltou que as empresas atuam em um setor altamente regulado.

Ainda segundo o ex-prefeito, todos os contratos seguiram regras legais e fiscais. Ele afirmou que os serviços tiveram notas fiscais emitidas e impostos recolhidos. Além disso, garantiu que as atividades foram prestadas de forma transparente. Dessa forma, disse não haver irregularidades.

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