Veja o resumo da noticia

  • Governo da Bahia efetuou pagamentos ao Banco Master entre 2023 e 2026, totalizando R$ 49,2 milhões segundo dados do Portal da Transparência.
  • Repasses de R$ 47,4 milhões em 2024 foram destinados à antecipação de valores de precatórios do Fundef, conforme publicação.
  • Investigações ganharam destaque após reportagem sobre movimentações financeiras envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
  • Empresário Augusto Lima é apontado como operador de esquema de propina, com distribuição de dinheiro e repasses a empresas.
  • Augusto Lima foi preso e liberado, respondendo ao processo com tornozeleira eletrônica; ele também é ligado ao Banco Pleno.
jeronimo rodrigues
Vagner Souza/PS Notícias

O governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), realizou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, segundo levantamento divulgado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com dados do Portal da Transparência do Estado, os repasses somam R$ 49,2 milhões no período.

Ainda conforme a publicação, R$ 47,4 milhões foram pagos apenas em 2024, em operações relacionadas à antecipação de valores de precatórios do Fundef.

Investigações

O caso ganhou novos desdobramentos após reportagem publicada pela coluna da jornalista Andreza Matais, no portal Metrópoles. Segundo a coluna, dados obtidos a partir da quebra de sigilo bancário de Daniel Vorcaro ajudam a dimensionar os valores movimentados em operações investigadas envolvendo o banco.

De acordo com relatos citados pela publicação, o empresário baiano Augusto Lima teria operado um esquema de pagamento de propina, que incluiria a distribuição de malas de dinheiro na sede do banco, em São Paulo, além de repasses a empresas que teriam políticos como sócios ocultos.

Augusto Lima chegou a ser preso no âmbito das investigações e permaneceu detido por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025. Ele foi liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, passando a responder ao processo com uso de tornozeleira eletrônica. Além de ter sido CEO do Banco Master, Lima também é apontado como controlador do Banco Pleno.