Foto: Reprodução / Redes sociais
Foto: Reprodução / Redes sociais

O jornalista baiano Diego Barreto relatou nas redes sociais ter sido vítima de racismo durante uma saída noturna na cidade de Lisboa, em Portugal. O profissional está na capital portuguesa para cursar um mestrado em Ciências da Comunicação contou em um vídeo publicado no Instagram que o episódio aconteceu após ele sair de um show na região de Jorivais com amigos. Em seguida o grupo seguiu para o Parque Eduardo VII em busca de um restaurante para comer.

Segundo o jornalista, enquanto caminhava pelo parque e ouvia um áudio no celular, passou por um grupo de quatro jovens sentadas em um banco. Uma delas perguntou se ele trabalhava no local.

“Ela perguntou: ‘Com licença, você trabalha aqui?’. Eu disse que não. Tirei o telefone do ouvido porque achei que tinha entendido errado, mas ela repetiu a pergunta”, relatou.

Barreto contou que questionou a jovem sobre o motivo da pergunta e ouviu como resposta que ela havia pensado que ele trabalhava no local. “Perguntei se eu parecia trabalhar ali. Ela disse que não e pediu desculpas”, afirmou.

Segundo caso

Após o episódio, o grupo seguiu para o Bairro Alto, uma das regiões mais boêmias de Lisboa, conhecida pelos bares e casas noturnas. De acordo com o jornalista, ao tentar entrar em um estabelecimento chamado Portas Largas Bar, ele foi impedido por um segurança. Ao questionar o motivo, Barreto afirma ter ouvido uma resposta racista.

“O segurança, que também era um homem negro, disse: ‘Hoje blacks não são permitidos’”, contou.

Surpreso com a declaração, o jornalista perguntou se pessoas negras não poderiam entrar no local. Segundo ele, o segurança confirmou e disse que a orientação havia sido dada pelo dono do estabelecimento.

Barreto relatou que reagiu e questionou a decisão. Em seguida, outro funcionário do bar se aproximou e pediu desculpas pela situação.

“Um rapaz que trabalhava no bar veio falar comigo e com meus amigos. Ele pediu desculpas e disse que não era assim que se falava. Explicou que naquele dia o espaço estaria reservado para turistas e que pessoas negras não poderiam entrar”, afirmou.

O jornalista classificou a situação como “sinistra” e disse nunca ter vivido algo semelhante.

“Foi uma situação péssima, que nunca tinha acontecido comigo em lugar nenhum. Nem em Salvador, nem em Lisboa, em lugar nenhum. Mas gente racista e mal-caráter existe em qualquer lugar”, disse.