Veja o resumo da noticia

  • O ministro Boulos declara que o governo federal pode apresentar projeto de lei sobre o fim da escala 6x1 em regime de urgência.
  • A medida será tomada caso o governo perceba lentidão ou manobras protelatórias na votação do tema no Congresso Nacional.
  • O projeto de lei de urgência incluirá o fim da escala 6x1, regime 5x2 e redução da jornada semanal para 40 horas.
  • O ministro Boulos ainda afirma que não haverá redução salarial caso as medidas sejam implementadas pelo governo.
Foto: Câmara dos deputados
Foto: Câmara dos deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (17) que o governo federal apresentará um projeto de lei com regime de urgência sobre o fim da escala 6×1. Isso acontecerá caso perceba “enrolação” por parte do Congresso Nacional na votação do tema.

“Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem que ser. Agora, termina março, passa mais algumas semanas e se percebe que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, escreva o que estou dizendo: Lula, vai entrar com um projeto de lei com regime de urgência”, declarou Boulos, em entrevista a rádios durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.

O ministro detalhou que o projeto de urgência terá três pontos principais, o fim da escala 6×1, a implantação de um regime máximo de trabalho 5×2 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Além disso, não haverá redução de salários.

“Esses são os três pontos. Estamos respeitando o trâmite do Legislativo. Agora, uma coisa é respeitar, outra coisa é permitir a enrolação. Aí, o presidente entra com o projeto de lei com regime de urgência. A Câmara tem 45 dias pra votar, senão tranca a pauta. O Senado tem 45 dias pra votar”, disse Boulos.

“A tática do seu Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] e dos bolsonaristas, do lobby do andar de cima vai por água abaixo. Se a ideia era não votar, agora vai ter que votar. E quem é contra vai ter que botar sua digital lá e responder à sociedade por que não quer que o trabalhador e a trabalhadora brasileiros tenham mais tempo com suas famílias”, finalizou o ministro.