Veja o resumo da noticia
- André Eduardo enfrenta acusações infundadas pela morte de adolescente, gerando grande sofrimento e exposição negativa.
- Ameaças e tentativas de linchamento forçam André e sua família a deixarem sua casa para garantir a segurança.
- Sob forte impacto emocional, André necessita de medicação enquanto seu filho interrompe estudos e trabalho.
- André colabora com a investigação policial, demonstrando sua inocência e ausência de envolvimento no crime.
- Advogado busca reabilitar a imagem de André, visando o retorno à normalidade e ações judiciais cabíveis.

O rodoviário André Eduardo está tendo dias terríveis desde que foi acusado, sem provas, pela morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos, em Salvador. Em entrevista ao programa Ligação Direta, da rádio Salvador FM, na noite desta sexta-feira (20), o advogado o advogado Victor Quilici lamentou os ataques ao cliente.
Segundo a defesa, André não está desaparecido, como foi noticiado massivamente nas últimas horas, mas teve que se mudar da casa, devido às tentativas de linchamento da população.
Ele, que morava no local com a mãe, de 70 anos, e o filho de 17, está em um imóvel disponibilizado por um amigo da família.
“Eles precisaram sair da residência onde moravam após sofrerem uma tentativa de linchamento. Houve também uma tentativa de homicídio, a casa foi apedrejada e, se não fosse a ação da polícia, o imóvel teria sido incendiado e completamente destruído. Não havia, portanto, qualquer segurança”, lamentou.
Sob efeito de medicação
De acordo com Victor, a situação de André e da família é extremamente delicada pois, além do risco de morte, há impactos com o equilíbrio emocional. Seu cliente estaria vivendo à base de medicamentos e o filho teria parado de frequentar a escola e o estágio.
“Há três dias, ele está sob efeito de medicação, bastante preocupado com a própria segurança e a do filho, que deixou de frequentar a escola e também o trabalho como menor aprendiz em uma empresa. Trata-se de uma situação muito dolorosa: ser acusado de um crime tão bárbaro e enfrentar julgamentos na internet e nas redes sociais sem qualquer prova”, explicou.
Situação judicial
Além disso, Victor ressalta que André nunca foi cconsiderado suspeito na investigação e compareceu espontaneamente à delegacia duas vezes, para ser ouvido como testemunha.
“Nunca houve qualquer indicação de prisão preventiva. Além disso, entregou seu aparelho celular voluntariamente para colaborar com as investigações e demonstrar que não tem qualquer relação com o crime”, argumentou.
Agora, a principal preocupação é restabelecer a imagem do rodoviário, para que possa retomar a vida normal.
“Diante de tantos julgamentos e comentários nas redes sociais e no bairro, não se sabe como André irá reagir. O objetivo é garantir condições para que ele recupere sua rotina. Após a comprovação de sua inocência, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis”, finalizou.


