
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), fez duras críticas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e acusou o grupo político do opositor de ter contribuído diretamente para o aumento da violência no país.
A declaração ocorre após ACM Neto utilizar o caso de Ipiaú, no sul da Bahia, onde quatro suspeitos foram mortos em confronto com a polícia, para criticar a gestão estadual. Para Rosemberg, no entanto, o discurso ignora fatores ligados à política nacional de armas adotada no governo Bolsonaro.
ACM Neto aparece com fala pronta, cara de espanto e pose de preocupado, mas esquece que foi Bolsonaro quem liberou armas, ampliou o número de CACs e ajudou a criar um ambiente de descontrole que acabou armando a bandidagem”, disse Rosemberg.
Impacto da Política de Armas
Segundo o parlamentar, o debate sobre segurança pública precisa considerar o impacto das decisões tomadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à flexibilização do acesso a armas de fogo e à ampliação do número de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs).
O líder governista também questionou a coerência do posicionamento político de ACM Neto diante desse cenário.
Não dá para usar Ipiaú como palanque e, ao mesmo tempo, apagar da memória a política que facilitou a entrada de armas no mercado, enfraqueceu a fiscalização e terminou abastecendo o crime. ACM Neto quer criticar a violência, mas antes precisa explicar se continua mesmo ao lado do projeto que produziu esse resultado”, concluiu Rosemberg.


