Veja o resumo da noticia
- Rodoviário nega envolvimento na morte de adolescente e relata abalo emocional após ter nome ligado ao caso em Salvador.
- Rotina do rodoviário é alterada com dificuldades para se alimentar, medo de sair de casa e incerteza sobre o trabalho.
- O homem nega relação próxima com a vítima e relata invasão de redes sociais e divulgação de suposta troca de mensagens.
- Divulgação de imagens da jovem perto da casa do rodoviário gera revolta e ameaças, apesar de ele não estar no local.
- Após ser socorrido de tentativa de agressão, o rodoviário teme retornar à sua casa, que foi apedrejada por moradores.
- Investigação policial aponta que a adolescente foi morta por ordem de traficante preso, com ajuda de um vizinho.

O rodoviário André Eduardo falou pela primeira vez após ter o nome associado à morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, em Salvador. Em entrevista à Record Bahia, ele afirmou estar abalado emocionalmente e negou envolvimento no crime. A Polícia Civil já havia confirmado que ele não tinha qualquer relação com o desaparecimento e a morte da garota.
Segundo André, a rotina foi completamente alterada desde a repercussão do caso. Ele relatou dificuldades para se alimentar, medo de sair de casa e incerteza sobre o retorno ao trabalho.
“Minha vida hoje está muito mudada. Não estou me alimentando direito, não estou podendo sair para a rua. E eu fico imaginando como vou voltar a trabalhar. Estou muito abalado. Minha vida não é mais a mesma, mudou muito. Minha imagem ficou exposta para todo mundo ver”, relatou.
O rodoviário também negou qualquer relação mais próxima com a adolescente. De acordo com ele, os contatos se limitavam a cumprimentos ocasionais quando a encontrava durante visitas à filha, colega da vítima. Após a repercussão do caso, suas redes sociais foram invadidas e foi divulgada uma suposta troca de mensagens entre ele e a adolescente, sem conteúdo que o incriminasse.
Ele atribui a revolta popular à divulgação de um vídeo que mostra Thamiris nas proximidades de sua residência. Nas imagens, a jovem aparece por alguns segundos em frente ao imóvel e, em seguida, sai do campo de visão da câmera. André afirma que não estava no local no momento registrado e que a informação foi interpretada de forma equivocada.
Após a divulgação, ele passou a ser alvo de ameaças. O rodoviário recebeu ligações questionando o paradeiro da adolescente e foi avisado de que pessoas iriam até sua casa.
Reação e investigação do caso
Segundo ele, ao sair do imóvel, encontrou uma equipe de reportagem, concedeu entrevista, mas acabou cercado por moradores, que tentaram agredi-lo.
André foi socorrido pela própria equipe de reportagem, que o levou até uma delegacia. A casa dele, no entanto, foi apedrejada por moradores. Desde então, ele não retornou ao imóvel e, mesmo após a Polícia Civil afirmar que não há relação dele com o crime, diz temer voltar ao local.
As investigações apontaram que Thamiris foi morta a mando de um traficante preso por violência doméstica em fevereiro deste ano. Ele suspeitava que a adolescente havia denunciado o crime à polícia. Segundo as investigações, o criminoso contou com a ajuda do primo e vizinho da vítima para atraí-la até um “tribunal do crime”, onde ela teria sido morta após ter o celular vasculhado. O vizinho, identificado como Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, foi preso.


