Veja o resumo da noticia
- Pai de santo é condenado por estupro de vulnerável, praticado contra filho de frequentadora do terreiro em Salvador, com denúncia formalizada em 2015.
- O abuso ocorria quando a mãe da vítima estava recolhida para obrigações religiosas ou ausente para o trabalho, deixando o filho sob os cuidados do terreiro.
- Inquérito policial revela detalhes de episódios de violência, incluindo um em que o acusado estava vestido de caboclo durante cerimônia.
- Em outra ocasião, o pai de santo aproveitou-se da ausência da mãe e de outros membros para consumar o crime em uma estrada próxima.
- Além dos abusos, o agressor forçava o menor a beijá-lo e assistir a vídeos pornográficos, utilizando ameaças para garantir o silêncio da vítima.
- A vítima se sentiu encorajada a revelar os abusos após a decisão da mãe de deixar o terreiro e frequentar outro espaço religioso.

O pai de santo do terreiro Ilê Axé Opô Egunitá, em Salvador, foi preso nesta semana após ser condenado a mais de nove anos de prisão pelo estupro de vulnerável de um garoto, filho de uma frequentadora do espaço religioso. Joildo Gonzaga da Silva, de 62 anos, conhecido como Pai Pity, cometeu uma série de abusos sexuais que foram denunciados às autoridades em 2015.
De acordo com as investigações, o acusado agia quando a mãe da vítima, que tinha 10 anos à época dos crimes, estava “recolhida” para obrigações religiosas ou quando ela saía para trabalhar, deixando o filho sob os cuidados do terreiro.
O portal PS Notícias teve acesso ao inquérito policial que embasou a denúncia. O documento revela que um dos episódios de violência ocorreu enquanto Joildo estava vestido de caboclo para uma cerimônia. Na ocasião, o acusado tentou consumar o ato afirmando que a criança não sentiria dor, mas recuou após a vítima se assustar.
Em outra oportunidade, Joildo aproveitou-se da ausência da mãe, que saíra para trabalhar às 5h, e de outros filhos de santo, que buscavam água, para consumar o crime. Em uma estrada próxima ao terreiro, o homem obrigou a criança a tocá-lo e praticou o ato sexual. Mesmo com os relatos de dor da vítima, o agressor continuou e chegou a afirmar que “amava” o garoto durante a violência.
Além dos abusos, Joildo forçava o menor a beijá-lo e a assistir a vídeos pornográficos recorrentemente. Para garantir o silêncio da vítima, o pai de santo fazia ameaças, afirmando que “algo pior” aconteceria caso ele contasse a alguém. O menor só se sentiu encorajado a revelar o ocorrido quando a mãe decidiu deixar o terreiro para frequentar outro espaço religioso.











