Veja o resumo da noticia
- A produção industrial baiana demonstra aumento de 3,0% em janeiro de 2026, após recuo em dezembro de 2025, mas declina 10,3% em relação ao ano anterior.
- O desempenho negativo da indústria é influenciado pela queda na produção de derivados.
- O setor de alimentos e minerais não metálicos impulsionaram a produção industrial. O destaque vai para leite em pó e insumos da construção civil.

A produção industrial da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou aumento de 3,0% em janeiro de 2026, comparação ao mês dezembro de 2025, quando recuou 10,0%. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana declinou 10,3%.
No acumulado dos últimos 12 meses, registrou decrescimento de 1,0%, em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
No primeiro mês de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, a queda de 10,3% na produção industrial puxou-se pelo recuo de nove das 11 atividades pesquisadas. O segmento Derivados de petróleo (-19,2%) registrou a maior contribuição negativa, atribuída ao declínio na produção de óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e GLP.
Outras categorias
Outros segmentos que registraram redução na produção foram: Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-44,9%), Celulose, papel e produtos de papel (-11,6%), Couro, artigos para viagem e calçados (-35,2%), Produtos químicos (-4,4%), Metalurgia (-6,7%), Produtos de borracha e de material plástico (-1,2%), Bebidas (-2,3%) e Indústrias extrativas (-1,3%).
Por sua vez, os segmentos de Alimentos (8,1%) e Minerais não metálicos (3,1%) exerceram influência positiva no período. O movimento explica-se pela maior fabricação de leite em pó, óleo refinado de soja, resíduos de soja e cacau ou chocolate em pó, para o primeiro segmento. Além disso, há os insumos para construção civil, para o segundo.


