
Um homem apontado como a principal liderança da maior rede de tráfico de aves do país foi condenado pela Justiça da Bahia a mais de 18 anos de prisão. A decisão resultou ainda na condenação de outros seis integrantes do grupo criminoso.
A decisão divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) se baseia na prática de crimes como organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro, apurados no âmbito da operação “Fauna Protegida”.
De acordo com o MP, as investigações do Gaeco revelaram a existência de uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de animais silvestres entre os estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo a denúncia oferida à Justiça pelo órgão, o grupo operava com divisão rigorosa de tarefas. Weber Oliveira, apontado como líder, articulava a captura, aquisição e distribuição das aves, coordenando fornecedores e orientando a logística do comércio ilícito.
Já Ivonice Silva, esposa de Weber, atuava como núcleo financeiro, sendo responsabilizada por transações expressivas. Já Uallace Batista, Ademar Viana, Messias dos Santos e Gilmar dos Santos integravam o núcleo de captura e manutenção, enquanto Josevaldo Almeida exercia o papel de redistribuidor em Salvador, garantindo o escoamento dos animais para o comércio clandestino.
Condenações
O líder do grupo, Weber Sena Oliveira, foi sentenciado a 18 anos e 25 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 11 dias de detenção; a esposa dele, Ivonice Silva, condenada a 6 anos, 2 meses e 29 dias de reclusão, somados a 1 ano e 29 dias de detenção.
Também integrande da organização criminosa, Josevaldo Moreira Almeida, foi condenado a 8 anos, 1 mês e 2 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 21 dias de detenção; Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos, cada um condenado a 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, acrescidos de 1 ano, 4 meses e 22 dias de detenção.


