
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Frigg para combater crimes relacionados à aquisição, posse e ao armazenamento de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes.
Na ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão domiciliar e uma ordem judicial para quebra do sigilo de dados telemáticos, no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. As determinações foram expedidas pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras.
As investigações começaram após o recebimento de informações de organismos internacionais de proteção à infância. Esses dados apontaram o envio e o armazenamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil em plataformas digitais e serviços de armazenamento em nuvem. A partir das diligências, a PF reuniu indícios de autoria e materialidade, o que levou ao pedido das medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por análise pericial, seguindo os protocolos de preservação da cadeia de custódia das provas digitais.
Segundo a PF, os fatos investigados podem se enquadrar nos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990).
Em nota, a Polícia Federal reafirmou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e destacou que atua de forma permanente no combate à exploração sexual infantojuvenil, especialmente no ambiente digital. As investigações seguem sob segredo de justiça.


