Veja o resumo da noticia
- O aumento do salário mínimo imapacta nas compras de materiais escolar; saiba como esconomizar.
- Itens de maior impacto no orçamento familiar: mochilas de marca, eletrônicos, kits específicos e livros didáticos novos.
- Reaproveitamento de materiais como mochilas, estojos, tesouras, réguas, dicionários e livros de literatura.
- Papel das escolas na redução de custos com listas flexíveis, reutilização, materiais coletivos, feiras de troca e recursos digitais.
- Planejamento financeiro, consumo consciente, pesquisa de preços e priorização da reutilização de materiais escolares.
- Priorização de dívidas com juros altos, negociação de parcelamentos e taxas menores para famílias endividadas.
- Corte de gastos não essenciais para liberar recursos para compra de materiais e pagamento de dívidas pendentes.

Com a chegada do ano letivo, muitas famílias enfrentam dificuldades para comprar o material escolar exigido pelas escolas. O aumento de preços, somado ao impacto do salário mínimo no orçamento doméstico, tem feito com que pais e responsáveis precisem redobrar a atenção na hora de consumir.
Para analisar esse cenário, o PS Notícias ouviu o contador André Luis Barbosa, que explicou como a alta nos custos afeta o dia a dia das famílias e quais estratégias podem ajudar a reduzir os gastos.
Questionado sobre como o aumento do salário mínimo influencia a compra de material escolar, o especialista explicou que o impacto depende de alguns fatores.
“O aumento do salário mínimo eleva a renda disponível para muitas famílias, o que, em teoria, daria mais poder de compra para o material escolar. No entanto, também pode levar a um aumento dos preços dos produtos (incluindo o material escolar) devido ao repasse de custos pelas empresas. Assim, o impacto final depende se o aumento salarial é maior ou menor que o aumento dos preços dos materiais”, explicou.
O peso do material escolar no bolso
A lista extensa e produtos de marca acabam elevando significativamente o custo final. Ao comentar quais itens mais impactam o orçamento das famílias, o economista destacou alguns produtos que pesam mais no bolso. São eles:
- Mochilas de marca, eletrônicos (tablets, calculadoras científicas);
- Kits de materiais específicos (pintura, desenho técnico);
- Livros didáticos novos;
- Alguns cadernos ou agendas diferenciadas.
Assim, para economizar, André dá a dica de alguns materiais que podem ser reaproveitados como mochilas (se em bom estado), estojos, tesouras, réguas, compassos, dicionários, livros de literatura e paradidáticos, e alguns cadernos com folhas em branco.
Papel das escolas na redução de custos
As escolas podem ajudar a reduzir custos com listas de material sem comprometer a qualidade do ensino, através de diálogo com os pais e listas adaptadas. O contador deu dicas de como as instituições podem ajudar na redução de custos.
- Listas mais flexíveis: Sugerir itens genéricos em vez de marcas específicas.
- Incentivar a reutilização: Promover a utilização de materiais em bom estado do ano anterior.
- Priorizar materiais coletivos: Focar em itens de uso compartilhado em sala de aula.
- Feiras de troca: Organizar eventos para troca de materiais entre alunos.
- Recursos digitais: Integrar plataformas e conteúdos online, diminuindo a dependência de material físico.
Dicas para as famílias
Segundo André Luis, o planejamento financeiro e o consumo consciente são fundamentais nesta etapa.
“A melhor estratégia é o planejamento antecipado e a pesquisa de preços, priorizando a reutilização de materiais e a compra consciente de itens essenciais, buscando o melhor custo-benefício sem comprometer a qualidade necessária para o aprendizado”, pontuou.
Para as famílias que iniciam o ano endividadas e precisam comprar material escolar, a orientação principal é planejar com urgência e priorizar.
“A sugestão é priorizar dívidas com juros mais altos (cartão de crédito, cheque especial) para evitar que elas cresçam ainda mais. Negocie parcelamentos ou taxas menores”, disse André.
É necessário ter atenção aos materiais com foco na lista essencial em conversa com a escola para entender o que é realmente indispensável nos primeiros dias/meses, além de pesquisa e reaproveitamento, no que tange a comparação de preços exaustivamente em várias lojas, online e físicas.
“Por fim, ratifico a necessidade de corte de gastos Imediatos, eliminando ao máximo despesas não essenciais para liberar recursos para os materiais e o pagamento de dívidas”, finalizou.


