Veja o resumo da noticia

  • O entregador Guilherme foi encontrado morto em uma mata em Camaçari após 10 dias desaparecido.
  • A família chegou a transferir R$ 2 mil aos sequestradores após receber fotos da vítima viva.
  • Exames periciais já haviam provado a inocência de Guilherme em uma acusação de estupro feita pelo suspeito.
  • O principal suspeito é o padrasto da namorada da vítima, motivado por ciúmes e rejeição ao namoro.
  • Com medo das ameaças constantes, o jovem planejava se mudar para São Paulo para se proteger.
entregador sequestrado em camaçari
Reprodução/Record Bahia

O corpo do entregador de pizza, identificado apenas como Guilherme, que estava desaparecido desde o dia 28 de fevereiro após ser sequestrado em uma oficina mecânica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi encontrado na manhã desta segunda-feira (9) em uma área de mata.

Os familiares do jovem tinham esperança de encontrá-lo com vida, já que, nos últimos dias, receberam uma foto dele amarrado a uma árvore, mas ainda vivo. Em entrevista à Record Bahia, a mãe do entregador afirmou que um homem entrou em contato com a família e pediu dinheiro pelo resgate da vítima. Parentes chegaram a transferir cerca de R$ 2 mil.

“Eu esperava encontrá-lo com vida. Fizemos uma transferência, todos ajudaram. Por que fizeram isso com ele? Ele não merecia”, desabafou a mãe.

A família reconheceu, no local onde o corpo foi encontrado, pertences do entregador, como uma camisa e uma sandália. Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionada para realizar a perícia. O corpo estava em estado de decomposição.

Investigação e suspeitas

O principal suspeito de ter arquitetado o crime é o padrasto da namorada do entregador. De acordo com a família, o jovem havia sido anteriormente acusado de estuprar a enteada do suspeito, uma criança de 10 anos. No entanto, exames periciais comprovaram, posteriormente, que a menor não foi vítima de violência.

Acredita-se que a criança tenha sido induzida pelo homem, que supostamente nutria ciúmes pela enteada e não aceitava o relacionamento do casal. Mesmo diante das provas de inocência, o suspeito teria continuado a ameaçar Guilherme de morte.

O entregador chegou a relatar as ameaças à família e planejava mudar-se para São Paulo em busca de proteção. A companheira do jovem também teria intercedido junto ao padrasto para que cessasse as ameaças, reforçando que o laudo médico não encontrou vestígios de abusos contra a criança.