
Bahia - A possível instauração de um processo administrativo pode ter motivado o episódio em que a soldado Beatriz Ferreira Soares atirou contra a major Caroline Ferreira Souza, no início da tarde desta segunda-feira (23). A policial também vinha enfrentando um quadro de depressão, que pode ter contribuído para a agressão.
Fontes internas da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) revelaram à reportagem do PS Notícias que a soldado Beatriz era bem relacionada dentro da corporação, o que fez com que o caso gerasse surpresa entre colegas.
Ainda segundo as fontes, no início da tarde de segunda-feira, Beatriz foi chamada à sala da major Caroline para prestar esclarecimentos sobre uma denúncia feita por duas outras policiais militares. As colegas teriam relatado ameaças atribuídas à soldado.
Conduta
Uma possível falha no cumprimento de protocolos internos também é apontada como fator que pode ter contribuído para o caso. De acordo com fontes da corporação, policiais militares devem ser desarmados antes de serem ouvidos ou submetidos a qualquer tipo de procedimento administrativo, como forma de garantir a segurança de todos, o que, segundo os relatos, não ocorreu.
A soldado entrou na sala da major portando uma pistola calibre .40 e um punhal, equipamento comumente utilizado por agentes.
Quem é a soldado Beatriz
Descrita como uma policial de bom relacionamento com os colegas, Beatriz enfrentava um quadro de depressão e costumava relatar a pessoas próximas as pressões que vinha sofrendo, além de episódios que classificava como assédio moral.
Mãe de uma criança autista e filha de um policial militar, a soldado é considerada dedicada a PM. Recentemente, havia sido aprovada em um concurso para oficial, cargo bastante disputado dentro da corporação.


