Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão anunciou, neste domingo (8), que deixará o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda na qual militou por 23 anos. Ele comunicou a decisão por meio de uma carta publicada em suas redes sociais.

Ao longo de sua trajetória no partido, Bebeto assumiu diferentes funções e chegou a integrar a direção nacional da sigla.

Além disso, conquistou um mandato de deputado federal pelo PSB após ser eleito com 97 mil votos para a legislatura entre 2015 e 2019, na Câmara dos Deputados. Durante esse período, também atuou como vice-líder da bancada socialista.

Confira a carta:

Carta ao povo da Bahia

Escrevo essa carta para compartilhar com o povo da Bahia uma importante decisão da minha trajetória política. Após mais de duas décadas de militância no Partido Socialista Brasileiro (PSB), inicio agora um novo ciclo em minha vida partidária.

Foram mais de 23 anos de caminhada, de construção coletiva e de profunda dedicação a um projeto político que sempre procurei honrar com lealdade, coerência e compromisso público.

Ao longo desse tempo, tive a oportunidade de contribuir com o partido em diferentes espaços — nas direções municipal, estadual e nacional. Assim, ajudei a fortalecer sua presença no interior da Bahia e participei ativamente da construção de vitórias importantes. Tais vitórias elegeram vereadores e prefeitos comprometidos com a transformação social.

Na Câmara dos Deputados, onde tive a honra de representar o povo baiano como deputado federal pelo PSB, vivi um dos momentos mais marcantes da minha vida pública. Ali também exerci a função de vice-líder da bancada do partido composta por 34 parlamentares. Desse modo, participei da condução de importantes votações e defendi posições que sempre buscaram proteger a democracia, os direitos sociais e os interesses do nosso povo.

Em momentos decisivos da política brasileira, mantive minha postura guiada pela coerência e pelos princípios que sempre orientaram minha trajetória. Por exemplo, mantive minha posição contra o impeachment de Dilma e outras decisões.

Ao longo dessa caminhada, também fiz gestos que traduzem o espírito coletivo que sempre procurei cultivar na política. Um dos mais significativos ocorreu em 2018, quando a companheira Lídice da Mata, após não integrar a chapa majoritária ao Senado, precisou disputar uma vaga na Câmara Federal. Naquele momento, renunciei à minha própria reeleição. Assim, abri mão da continuidade do meu mandato para contribuir com a unidade do grupo e garantir a sua eleição. Fiz isso com a convicção de que a política precisa ser maior do que os projetos individuais.