
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), negou nesta segunda-feira (16) que um decreto municipal de 2021 tenha criado exclusividade para operações de crédito consignado do Banco Master destinadas a servidores da prefeitura.
A declaração foi dada após reportagem do UOL apontar que o decreto nº 33.502 autorizou que até 10% da margem consignável dos servidores fosse usada em uma modalidade chamada “linha de crédito rotativo”, vinculada ao cartão Credcesta.
Segundo o prefeito, a medida foi adotada durante a pandemia para ampliar o acesso ao crédito voltado à compra de alimentos e não favoreceu nenhuma instituição específica.
“Quero convidar todos vocês da imprensa a ler o decreto da prefeitura de 2021. Não existe exclusividade para ninguém. Tá lá claro, eu vi aí muita fake news essa semana. Atendendo a pedido dos servidores, em 2021, até por conta da pandemia, a prefeitura aumentou em 10% o crediário para aquisição de produtos alimentares. Isso precisa ficar totalmente claro e para não restar dúvidas para quem quer que seja”, afirmou.
Durante a coletiva, Bruno Reis também saiu em defesa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O gestor afirmou que as consultorias realizadas pelo aliado após a eleição de 2022 ocorreram de forma legítima e sem vínculo com cargos públicos.
“ACM Neto em 2023, depois que não venceu as eleições para governador, foi cuidar da sua vida, trabalhar. Precisava sustentar sua família, é pai. Prestou consultoria sem ocupar qualquer cargo público para algumas empresas.Na época, instituições sem qualquer suspeição, inclusive na bolsa de valores, com ações em alta, com o rate também, trabalhos que foram realizados devidamente prestados, portanto, sem qualquer vinculação a qualquer suspeição ou irregularidade”, argumentou Bruno.
Governo da Bahia
O prefeito também cobrou explicações do governo da Bahia sobre pagamentos feitos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026. Segundo ele, foram registrados 207 repasses que somam cerca de R$ 49,2 milhões, relacionados principalmente à antecipação de valores de precatórios do Fundef.
Ao comentar o tema, Bruno Reis criticou esse tipo de operação financeira, que envolve a venda antecipada de créditos ligados ao fundo da educação.
“Em relação a antecipação dos créditos do Fundef, o que é isso gente? Vender um crédito que tinha para receber com um desconto para um banco que continua percebendo que está com problemas. Ou seja, vender o crédito dos professores antecipados. Na prática é isso. A prefeitura tem um crédito de precatório para receber e não vendi porque tenho gestão fiscal e uma organização que não justifica você vender”, afirmou.


