Julgamento

Deputado diz que ministros do STF podem esperar novas sanções dos EUA se Bolsonaro for condenado

Em entrevista ao PS Notícias, Leandro de Jesus disse que punições já estão confirmadas

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista ao PS Notícias, que os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, podem ser sancionados novamente pelo governo dos Estados Unidos caso decidam pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O julgamento está marcado para o dia 2 de setembro. Fazem parte da Primeira Turma da Corte, responsável por analisar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022: Cristiano Zanin (presidente do colegiado), Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.

“Há uma boa expectativa em relação às sanções por parte do governo americano, que se intensificarão caso essa tirania prossiga condenando pessoas inocentes e condene Jair Bolsonaro. Novas sanções virão, já estão inclusive confirmadas, e recairão sobre Moraes e outros ministros que colocarem sua digital para essa possível injusta condenação”, disse Leandro.

O parlamentar também voltou a criticar o que chama de “perseguição política contra o maior líder da direita brasileira”. Segundo ele, o julgamento é parcial e ameaça a democracia e a lisura do processo político em 2026.

“Não se trata de um julgamento justo, com um juiz imparcial julgando. O que temos é Alexandre de Moraes, um inimigo declarado, promovendo seu ódio e se utilizando de uma das cadeiras da Suprema Corte para favorecer interesses pessoais. (…) Todas as expectativas que temos não são sobre um julgamento, mas sim sobre uma perseguição política imposta por uma tirania e narrativas infundadas que visam tentar destruir a vida do maior líder da direita brasileira.”

Sanções

Os Estados Unidos já suspenderam os vistos de Alexandre de Moraes e de outros sete ministros do STF: Luís Roberto Barroso (presidente da Corte), Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi incluído entre as autoridades que perderam a permissão de entrada no país.

Além da suspensão do visto, Moraes foi enquadrado na Lei Magnitsky, instrumento da legislação norte-americana que prevê punições a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos.