
O presidente Lula (PT) esteve em Salvador nesta sexta-feira (23), quando participou do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Durante o evento, que aconteceu no Parque de Exposições Agropecuárias, o petista anunciou um pacote de medidas que vão beneficiar os trabalhadores sem terra.
Ao ser anunciado para discursar, Lula foi recepcionado pelos militantes com uma grande bandeira do Brasil.
Durante o ato, o chefe do governo anunciou compra de fazendas em estados como São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe. Além disso, anunciou a criação de assentamentos em diversas regiões do Brasil.
Outra novidade foi o convênio firmado com a Caixa Econômica Federal, que prevê o montante de R$ 1 bilhão para construir 10 mil moradias nos assentamentos em todo o país.
Alerta
Durante seu discurso, o presidente Lula falou, sem citar nomes, do risco da direita assumir o comando do Brasil.
“Ou nós assumimos ou eles assumem. Temos que levar a sério o que pode acontecer neste ano. Temos que observar o que aconteceu em países da América Latina e no mundo após a eleição do presidente Donald Trump. Estamos vivendo um momentos muito crítico. A carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo rasgada”, afirmou.
Indignação
Lula também fez referência ao ato do governo dos Estados Unidos, que prendeu Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, em território venezuelano.
“Eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela”, disse.
O petista classificou o gesto dos Estados Unidos como uma falta de respeito à soberania do país vizinho. “A América do Sul é um território paz”, frisou.
O ato de encerramento do encontro do MST teve a presença de autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa; a ministra da Cultura, Margareth Menezes; Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Márcia Lopes, ministra das Mulheres; Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República; Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência; Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social; Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia; e os senadores Jaques Wagner (PT) e Humberto Costa (PT).


