
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) comentou nesta sexta-feira (23) sobre a movimentação em torno da chamada chapa “puro sangue” e as especulações sobre uma possível exclusão do PSD da composição majoritária. Nesse cenário, o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), disputam as duas vagas ao Senado.
A fala ocorreu durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. O evento com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o Robinson, o grupo político que governa a Bahia tem como característica a diversidade e a construção coletiva, sem decisões centralizadas.
“A característica de organização do nosso grupo é democrática. Aqui não tem um chefe, há vários partidos, todos cresceram com a formação desse grupo, originalmente liderado por Jaques Wagner, e todos tiveram espaço ao longo dos anos na chapa”, afirmou.
O parlamentar lembrou que, ao longo dos anos, diferentes partidos ocuparam espaços na chapa majoritária, incluindo momentos em que tanto o PT quanto legendas de centro tiveram dois senadores na composição. Para o deputado, o debate atual sobre a chapa “puro sangue” está mais relacionado aos nomes apresentados do que à filiação partidária.
“O que se chama de puro sangue agora é, na verdade, uma chapa formada por ex-governadores, Wagner e Rui. É isso que define, não o fato de estarem filiados ao mesmo partido”, disse.
Robinson afirmou ainda acreditar na convergência entre as siglas e reforçou que a tendência é a manutenção da unidade, já que ninguém deseja “sair de um grupo vencedor”. Além disso, Robinson também citou a eleição passada como exemplo de que o rompimento com o grupo governista não trouxe bons resultados eleitorais.
“Na eleição passada, o vice-governador da época saiu, foi para outro grupo e perdeu. Aqui é um lugar que dá sombra, acolhimento, proteção e crescimento. Diferente do outro lado, do ex-prefeito de Salvador, que é igual a mandacaru: não dá encosto e não dá sombra”, afirmou.
Por fim, o parlamentar disse que a base seguirá unida em torno da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Ninguém quer ficar com um único chefe decidindo os seus destinos políticos. Vamos marchar unidos para mais uma vitória, sob a liderança de Jerônimo”, concluiu.


