João Roma, presidente do PL na Bahia. Imagem: TV Band/YouTube/Reprodução
João Roma, presidente do PL na Bahia. Imagem: TV Band/YouTube/Reprodução

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirma que o cenário eleitoral para a direita na Bahia neste ano apresenta mudanças positivas em relação ao pleito de 2022. Na época, o campo político se dividiu com duas candidaturas ao governo do Estado: ACM Neto pelo União Brasil e o próprio Roma pelo PL. A conjuntura acabou dividindo o eleitorado no primeiro turno. A eleição foi decidida no segundo turno com vitória de Jerônimo Rodrigues (PT).

Agora, Roma tem o nome cotado para concorrer ao Senado na chapa que deverá ter ACM Neto concorrendo ao Palácio de Ondina. Além do União Brasil e PL, o grupo agrega partidos como Republicanos, PSDB e PP.

Durante entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, na TV Band, o ex-ministro e ex-deputado federal comparou os cenários eleitorais de 2022 e 2026.

“Vejo uma discussão muito harmônica no nosso campo político, diferente do que foi na eleição passada. Eu acho que há uma mudança crucial de ambiente nestas duas eleições. Na eleição passada, tinha o afastamento meu de ACM Neto, aquela questão da não confirmação de José Ronaldo como vice, então nosso campo da direita aqui na Bahia estava com muitos problemas internos. Hoje, eu vejo estes problemas internos muito mais no campo da esquerda, do PT”, apontou

No aguardo de Coronel

O presidente do PL baiano também falou que o grupo netista aguarda o desfecho do caso do senador Angelo Coronel (PSD) no governo do PT. O congressista poderá ficar de fora da chapa petista caso Jaques Wagner e Rui Costa disputem o Senado na chapa do governador Jerônimo Rodrigues.

“ACM Neto falou que em março vamos ter mais clareza sobre como fica essa dança das cadeiras nestas posições de chapa majoritária na Bahia. Eu acho natural que ACM Neto aguarde esse posicionamento de Angelo Coronel. Eu acho que estão maltratando muito a figura do senador. Muitas vezes não é o que, é a forma. Da maneira que está sendo feito, está ficando muito chato. Está buscando diminuir uma figura que é, hoje, um senador da República, e está sendo escanteada pelo grupo do PT”, disse o dirigente partidário