
O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), rebateu declarações feitas pelo deputado federal Jorge Solla (PT) durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador nesta sexta-feira (23).
Em conversa com a imprensa, Jorge Solla provocou o grupo de ACM Neto (UB), pré-candidato ao governo da Bahia em oposição ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O petista disse que “a turma de ACM Neto” está com medo para as eleições deste ano.
“Espalharam o boato que Jerônimo [Rodrigues] não vai ser candidato, espalharam o boato que Rui [Costa] não vai ser senador. Gente, ACM Neto e sua turma podem se preparar: Jerônimo será reeleito com a maior votação proporcional que já teve a reeleição de governador da Bahia e Wagner e Rui vão bater o recorde em votação do Senado. Fora isso é mimimi e chororô”, cravou Solla.
Ao comentar as provocações feitas por Solla ao grupo liderado por ACM Neto, Tiago Correia afirmou que o problema maior estaria dentro do próprio PT e questionou a situação do governador Jerônimo Rodrigues.
“Pior é o PT, que pelo visto ainda não conseguiu definir quem será o candidato a governador. Jerônimo não apresenta bons resultados de popularidade, enfrenta rejeição ao governo e paga o preço de uma péssima escolha feita por Rui Costa na sucessão. Todo dia surge uma especulação de que Jerônimo não será candidato, que será substituído por Rui. Sugiro ao pessoal do PT resolver seus problemas internos antes de opinar sobre os adversários”, disse Correia.
Na sequência, o líder da oposição lembrou que informações divulgadas na imprensa nacional reforçaram o suposto cenário de indefinição dentro do PT.
“Veículos nacionais já noticiaram, com base em fontes do Palácio do Planalto, que o presidente Lula avalia tirar Jerônimo da disputa para colocar Rui Costa no lugar. Isso foi relatado por jornalistas da CNN Brasil e da GloboNews. Ou seja, enquanto tentam criar boatos sobre a oposição, o próprio PT vive um cenário de indefinição, desgaste e insegurança sobre quem, de fato, vai disputar o projeto pelo partido na Bahia”, afirmou o tucano.


