
O vereador Anderson Ninho recebeu aval da Justiça Eleitoral para deixar o PDT. O legislador de Salvador apresentou um pedido de autorização judicial para deixar a agremiação sob o argumento de grave discriminação política pessoal e mudança de posicionamento da legenda na Bahia.
Em 2025, o partido comandado pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior deixou a base do ex-prefeito ACM Neto (UB) e migrou para o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Anderson Ninho afirmou que essa mudança configurou uma “alteração drástica” da matriz ideológica do partido, que tornou insustentável sua permanência na legenda.
Além disso, o vereador, que foi eleito em 2024 com mais de 16 mil votos, relatou discriminação pessoal dentro do PDT. Ele disse que passou a ser tratado com desprezo e desconsideração pela agremiação.
O vereador disse que não era convocado para reuniões importantes, deixou de participar das deliberações sobre os rumos do partido e passou a enfrentar perseguições internas.
Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, Anderson Ninho pediu que fosse declarada a existência de justa causa para que pudesse sair do PDT sem perder o seu mandato de vereador.
Liberação
De acordo com a decisão da desembargadora eleitoral, o diretório do PDT baiano refutou a tese de perseguição interna e discriminação. No entanto, o partido manifestou concordância com o pedido feito por Anderson Ninho.
Consultada, a Procuradoria Regional Eleitoral opinou pelo deferimento do pedido.
Ao analisar o caso, a magistrada acolheu o pedido do vereador de Salvador e decidiu autorizar a saída dele do PDT sem perda do mandato.











