Veja o resumo da noticia
- Implantação de praças da primeira infância em Salvador desde 2023, com foco no desenvolvimento infantil e apoio do Neapi em espaços públicos.
- Bairro Jardim das Margaridas como exemplo, com seis praças dedicadas a crianças de 0 a 6 anos, promovendo experiências e autonomia.
- Processo de construção das praças envolve comunidade, especialistas e crianças, desde o plano de trabalho até oficinas participativas.
- Seleção da praça considera critérios como número de crianças, proximidade de escolas e vulnerabilidade social da área.
- Design prioriza autonomia infantil com elementos lúdicos e texturas variadas, incentivando o desenvolvimento motor e o equilíbrio.
- Praça do Largo do Papagaio, na Ribeira, como modelo, com mobiliário projetado para a primeira infância e concurso nacional.
- Transformação do Largo a partir de levantamentos técnicos e escuta de profissionais, com projeto específico do Neapi e Urban95.

Salvador conta, desde 2023, com equipamentos de lazer voltados exclusivamente para crianças de 0 a 6 anos, fase considerada decisiva para o desenvolvimento humano. As chamadas “praças da primeira infância” passaram a ser implantadas pela Prefeitura em espaços públicos novos ou requalificados, prática que ganhou ainda mais contornos com a criação de projetos pensados exclusivamente para essa faixa etária.
Apenas no bairro de Jardim das Margaridas, das 17 praças entregues desde então, seis são dedicadas integralmente a esse público. A proposta, que conta com o apoio do Núcleo Especial de Apoio à 1ª Infância (Neapi), é oferecer espaços que ampliem as experiências das crianças, com estruturas acessíveis que incentivem a autonomia e o brincar ao ar livre.
“Já existem alguns equipamentos voltados para crianças de 0 a 6 anos, que é a primeira infância, em alguns locais da cidade. No entanto, agora vamos dar continuidade a esse projeto com mais ênfase”, afirma Virgílio Daltro, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Entenda a construção dos espaços
A construção das praças passa por etapas que garantem o diálogo entre a comunidade, especialistas em arquitetura e urbanismo e, sobretudo, as crianças, que também contribuem nesse processo.
Tudo começa com um plano de trabalho, com o detalhamento das atividades, o cronograma e os recursos necessários. A partir daí, ocorre a seleção da praça, considerando critérios como a quantidade de crianças residentes no entorno, a proximidade de escolas e bibliotecas, assim como a vulnerabilidade social do bairro.
Em seguida, acontece um estudado do espaço e oficinas participativas com as crianças, que ajudam a elencar ideias e desejos para o local. Na etapa de design, leva-se em consideração a proposta de autonomia infantil, com elementos lúdicos espalhados por todo o equipamento, além de aplicação de diferentes texturas, como areia e grama, mobiliários que permitem escalar, pular e desenvolver equilíbrio.
Modelo
Um exemplo dessa iniciativa é a recém-inaugurada Praça do Largo do Papagaio, na Ribeira, cujo mobiliário visa atender às necessidades da primeira infância. A iniciativa também contou com um concurso nacional para criar mobiliários, utilizando a tecnologia de pré-moldados da Desal.
A transformação do largo começou a partir de levantamentos técnicos e da escuta de profissionais ligados aos equipamentos públicos do entorno. O diagnóstico revelou um potencial pouco explorado para o uso por crianças pequenas, devido à proximidade com as escolas municipais.
A partir dessa constatação, a gestão municipal desenvolveu um projeto específico para o Largo do Papagaio, com assessoria da iniciativa Urban95.


