Foto: Reprodução / Rede Bahia
Foto: Reprodução / Rede Bahia

Integrantes do terreiro de candomblé Mutá Lambô, localizado no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, vai realizar uma caminhada em protesto contra a intolerância religiosa nesta quarta-feira (28), às 9h. O terreiro foi vandalizado no último dia 17 deste mês.

A caminhada e a lavagem ocorrerão de forma simbólica. Filhos e filhas de santo vão andar pelas ruas do bairro com cartazes com mensagens como: “Jesus condena o candomblé? Não! Condena os racistas religiosos”.

Em entrevista à Rede Bahia, o babalorixá do terreiro, Pai Mutá, comentou que os vândalos picharam os portões e paredes do espaço sagrado com tinta óleo, impossível de sair. Pai Mutá também convocou outros terreiros a se juntarem ao ato, que será realizado nesta quarta-feira (28).

“Que fiquemos atentos. Que venhamos colocar em nossas casas câmeras para não passar pelo que estou passando. É um momento de união, é um momento de trazer conforto para a casa. É um momento de luta e resistência”.

Relembre o caso:

Um terreiro de candomblé foi alvo de vandalismo, no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador. O muro do local sagrado foi pichado com tinta vermelha as palavras: “Jesus” e “assassinos”. O caso aconteceu no último sábado (17).

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o ato de vandalismo contra o terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza. As pessoas que gravam as imagens mostram-se indignadas diante da situação.

A Frente Nacional Makota Valdina emitiu uma nota de repúdio nas redes sociais contra ato de racismo religioso e intolerância. “Tal ação não é apenas uma ofensa à nossa comunidade religiosa, mas configura um ataque direto à liberdade de crença, ao direito constitucional de culto e à dignidade das religiões de matriz africana. Trata-se de um crime motivado por ódio religioso, que reforça estigmas, incita a violência simbólica e perpetua o racismo estrutural historicamente imposto aos nossos povos”.

A Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), investiga a denúncia de dano e discriminação para identificar os autores da intolerância religiosa.

Veja: