Mais de 1400 agentes em ação

Rui, Wagner e Jerônimo exaltam megaoperação contra esquema bilionário do PCC

Os alvos foram esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis

Autoridades em entrevista coletiva sobre a megaoperação. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Autoridades em entrevista coletiva sobre a megaoperação. Foto: Isaac Amorim/MJSP

Nesta quinta-feira (28), órgãos como Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Polícia Federal (PF), Ministério da Fazenda e a Receita Federal, em parceria com outras instituições, deflagraram as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto. A força-tarefa nacional teve como objetivo desarticular esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis.

Com mais de 1.400 agentes em campo, a operação teve como alvo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os mais de 400 mandados judiciais foram cumpridos em estados como São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Nas redes sociais, políticos da Bahia aplaudiram a ação promovida por órgãos do governo federal. O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que essa foi a maior ofensiva do Estado contra o crime organizado.

“A criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, no âmbito do Ministério da Justiça, possibilitou um trabalho integrado capaz de identificar métodos e atores do núcleo financeiro desse sistema fraudulento, responsável por sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais”, disse o ministro.

Para o petista, a operação histórica é resultado do compromisso do governo Lula com a proteção da sociedade e o combate aos esquemas criminosos.

Já o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, disse que a megaoperação atingiu, o cérebro financeiro dos esquemas criminosos.

“O resultado foi o desmonte desses esquemas, com apreensões, contas bancárias bloqueadas e pessoas investigadas. Ganhamos essa batalha e venceremos a guerra contra o crime organizado”, disse o congressista e ex-governador da Bahia.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) também manifestou seu apoio à ação estatal. Ele disse que a força-tarefa contra as operações bilionárias e ilegais do PCC são um exemplo.

“É uma inspiração para que nossa luta na Bahia contra o crime organizado continue firme, equipando nossa polícia e usando de recursos tecnológicos e de inteligência contra criminosos cada vez mais sofisticados”, disse o chefe do Executivo baiano.