
O deputado federal Dal Barreto (União Brasil–BA), dono de uma rede de postos de combustíveis no Nordeste, voltou a negar neste domingo (30) “qualquer tipo de relação” com a Refit Refinaria, antiga Manguinhos, uma das maiores devedoras de tributos da União e dos estados.
A manifestação ocorreu um dia após vir a público que a Polícia Federal (PF), durante a Operação Poço de Lobato, encontrou o nome do parlamentar escrito em uma lista na janela de um escritório da refinaria no Rio de Janeiro.
“Quero deixar claro que não conheço essa empresa nem seus dirigentes, além de nunca ter feito qualquer tipo de negócio com ela. A Rede Postos Dal, empresa da qual faço parte, é séria e preza pela idoneidade das empresas com as quais se relaciona”, afirmou o deputado em publicação nas redes sociais.
Segundo a Receita Federal, a Refit movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano por meio de estruturas empresariais e offshores.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o motivo de o nome do parlamentar ter aparecido na anotação da refinaria. A principal hipótese é de que ele tenha sido listado como possível concorrente comercial.
Investigação
Embora não tenha sido alvo da Operação Poço de Lobato, Dal Barreto é investigado pela PF em outra frente.
Ele foi alvo da sexta fase da Operação Overclean, que apura uma organização criminosa suspeita de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Na ação, agentes da PF apreenderam o celular do parlamentar no Aeroporto Internacional de Salvador e cumpriram mandados em uma casa de luxo e em um posto de combustíveis ligados a ele, em Amargosa, sua cidade natal.


