Colégio na Avenida San Martin. Imagem: Google Street View/Reprodução
Colégio na Avenida San Martin. Imagem: Google Street View/Reprodução

O governo estadual mudou o nome do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, localizado na Avenida San Martin, em Salvador, para Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo Freire. A medida assinada pela secretária estadual de Educação, Rowenna Brito, foi publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (9).

A ação, que já ocorreu em outras unidades educacionais da rede estadual de ensino, gerou críticas de políticos aliados à família do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães.

Perseguição política

Para o vereador de Salvador, Téo Senna (PSDB), a medida caracteriza perseguição política, tentativa de apagar a memória da Bahia e desrespeito à história do estado.

“A retirada do nome de Luís Eduardo Magalhães não é um fato isolado. Trata-se de uma prática recorrente dos governos do PT, que insistem em reescrever a história e apagar nomes que não fazem parte do seu campo ideológico. Isso é pequeno, mesquinho e não contribui em nada para melhorar a vida das pessoas. Como se isso fosse o grande problema da educação na Bahia”, disparou Senna.

Ainda segundo o vereador tucano, a mudança também desrespeita a comunidade escolar, que construiu sua identidade ao longo dos anos vinculada ao nome da escola. “O governo toma decisões sem diálogo e sem qualquer sensibilidade com a história local”, criticou.

Nome apagado

O vereador Téo Senna também defendeu a história de Luís Eduardo Magalhães, que foi considerado uma das figuras mais relevantes da política nacional, tendo presidido a Câmara dos Deputados e sendo um nome que marcou a história democrática do país antes de sua morte precoce, em 1998.

“Independentemente de posições políticas, Luís Eduardo faz parte da história da Bahia e do Brasil. Apagar seu nome é um gesto de intolerância e revanchismo”, disse.