
A advogada Poliane França Gomes, conhecida como ‘Rainha do Sul’, investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e por integrar uma organização criminosa, foi denunciada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), na última terça-feira (20).
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Poliane exercia papel central na estrutura do grupo criminoso, atuando como elo de comunicação entre a liderança da organização e os demais integrantes em liberdade.
A acusada se valia da posição de advogada para transmitir ordens de uma liderança criminosa presa em Serrinha, ameaças e orientações estratégicas da facção, além de intermediar cobranças financeiras e auxiliar na administração de recursos provenientes do tráfico de drogas.
As apurações tiveram início a partir de investigações conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, hierarquia definida e atuação contínua no tráfico de entorpecentes, comércio de armas e lavagem de dinheiro.
Conforme a denúncia, foram realizadas diversas diligências destinadas à apuração da autoria e da materialidade delitivas, as quais culminaram na comprovação da existência de organização criminosa estruturalmente ordenada, voltada à obtenção de vantagem de natureza patrimonial, direta ou indireta, mediante a prática do crime de tráfico de drogas e outros delitos correlatos.
O grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar atividades ilícitas, arrecadar valores periódicos conhecidos como “caixinha” e controlar o fluxo financeiro da organização. As investigações apontam ainda que a denunciada utilizava pessoas interpostas para lavagem de capitais e realizava colocação do dinheiro ilícito em joias de alto valor, que foram apreendidas com ela.
Relembre o caso
A advogada é apontada pela Polícia Civil (PC-BA) como uma das mulheres mais perigosas do tráfico de drogas em toda região Nordeste. Segundo as investigações, ela atuava como elo direto entre o Bonde do Maluco (BDM) e o líder do grupo, Leandro da Conceição Santos Fonseca, atualmente preso no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha.


