
A morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, encontrada sem vida, no dia 17 de janeiro, ao lado da piscina de uma casa em Lins, no interior de São Paulo, teve uma reviravolta após a prisão de uma mulher de 40 anos, amiga da vítima. Inicialmente, a principal suspeita era de choque elétrico, já que o corpo estava sobre uma tampa metálica próxima a uma caixa de energia com disjuntores.
No entanto, segundo a Polícia Civil, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou a hipótese de eletrocussão e apontou o afogamento como causa da morte. A mudança na linha de investigação levou à prisão da amiga, que agora é tratada como principal suspeita do crime.
A polícia afirma que a mulher apresentou diversas contradições ao longo dos depoimentos prestados aos investigadores. Ela estava no mesmo imóvel no dia da morte e relatou aos policiais que Beatriz teria sofrido um choque elétrico ao acionar a cascata da piscina, além de afirmar que se feriu ao tentar socorrer a vítima.
Técnicos também analisaram a fiação da residência e da área da piscina e concluíram que não havia falhas na rede elétrica, o que reforçou a exclusão da hipótese de eletrocussão.
A motivação do crime ainda não foi divulgada. A suspeita, que não teve o nome revelado, foi presa temporariamente após audiência de custódia. A defesa afirma que a prisão foi “prematura” e que a cliente faz tratamento psiquiátrico em razão da morte da amiga.


