
Familiares e amigos do mecânico, Matheus Balbino Rodrigues Santos, de 29 anos, encontrado morto na última segunda-feira (26), realizaram um protesto neste sábado (31), em Camaçari pedindo justiça.
Dezenas de pessoas participaram do ato na praça principal no município de Camaçari, com placas com mensagens como, “Justiça por Matheus” e “Matheus, nossa luta”. Dona Lucimara, mãe do mecânico recebeu mensagens de conforto de outras pessoas que participaram do protesto.
A tia de Matheus, Indaiá Balbino, em entrevista à reportagem da Record Bahia, comentou como era o sobrinho e cobrou respostas das autoridades de segurança. “Esse ato de hoje mostra o quanto meu sobrinho é amado. O quanto ele é querido. Ele não era vagabundo. Ele era um menino de bem. A crueldade que fizeram com ele foi muito grande. Quantos jovens ainda vão morrer? Quantos assassinatos ficarão impunes?”.
Relembre o caso:
Uma das principais hipóteses para a morte de Matheus Balbino Rodrigues Santos, de 29 anos, é que integrantes de uma facção criminosa que atua em Camaçari o tenham confundido com outra pessoa e o matado. A polícia encontrou o mecânico sem vida na tarde desta segunda-feira (26), no município de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A mãe da vítima afirma que o filho não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas e que pode ter sido vítima de um erro de identificação. Segundo ela, boatos indicam que alguém teria fotografado o mecânico dentro de um carro, na companhia de homens armados ligados a um grupo criminoso rival ao que domina a área onde ele residia.
De acordo com o relato da mãe, em entrevista à Record Bahia, imagens analisadas durante o depoimento na delegacia de Camaçari mostram um homem com características físicas semelhantes às de Matheus dentro de um veículo. No entanto, Lucimar afirma com convicção que não se trata do filho. As imagens passarão por perícia oficial, e a família informou que também pretende contratar peritos independentes para reforçar a tese de equívoco.
“Foi horrível. Foi uma dor profunda, inexplicável. Eu não tenho como definir a dor que estou sentindo. Ver um filho lindo, que eu criei, um menino cheio de possibilidades, dono do próprio negócio, pai de família, trabalhador, ser executado por uma facção de Camaçari porque acharam que ele estava dentro de um carro de outro grupo. Isso não é verdade. Aquele não era o meu filho”, desabafou a mãe.


