
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, comentou na manhã desta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa para a divulgação do Carnaval, sobre o retorno da estrutura que liga o Morro do Ipiranga a um camarote no circuito Barra-Ondina, conhecida como “passarela do apartheid”.
Alvo de polêmicas no Carnaval de 2025, a estrutura voltou a ser instalada neste ano com o objetivo, segundo o gestor, de melhorar a circulação de pessoas e oferecer mais conforto ao público que opta por acompanhar a festa fora da chamada pipoca.
De acordo com Bruno, a região do Morro do Gato e do Morro do Ipiranga concentra grande fluxo de foliões, principalmente por conta da ladeira de acesso, que acaba funcionando como um “camarote gratuito” e dificulta a mobilidade.
“É ali também que se formam as maiores filas para as revistas de acesso ao Carnaval. Por isso, qualquer outra entrada alternativa precisa ser viabilizada. Primeiro, para garantir uma melhor prestação de serviços e mais conforto para o público, para quem vai curtir o Carnaval e para os blocos. Segundo, porque hoje o Carnaval de Salvador disputa espaço com outras grandes praças, como Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Nesses locais, os camarotes contam com áreas mais amplas e estruturas maiores e melhores”, disse.
Segundo Bruno, a ampliação desse tipo de estrutura pode contribuir para atrair mais turistas à capital baiana. “Se isso representar mais visitantes e mais turistas para a nossa cidade, inclusive com a possibilidade de um ticket médio maior, permitindo que a prefeitura arrecade mais e contrate mais atrações para o Centro Histórico e para os palcos da cidade, eu faço isso com tranquilidade, convicto de que é o melhor. Não há nada que proíba essa iniciativa. Se está permitido pela legislação, pode ser implementado”, completou.


