Foto: Ascom Planserv/Divulgação
Foto: Ascom Planserv/Divulgação

O Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais da Bahia (Planserv) fechou o ano de 2025 com um rombo de R$ 142,5 milhões. A dívida com as empresas que prestaram serviços médicos aos beneficiários durante o ano consta no Relatório de Produção de Credenciada e Atesto de Serviços Prestados do órgão.

Nesta terça-feira (10), a Secretaria de Administração da Bahia (Seab) publicou um termo de reconhecimento da dívida com as empresas credenciadas.

Histórico Financeiro do Planserv

Conforme levantamento feito pela reportagem do PS Notícias, o saldo devedor do Planserv apresentou melhora em relação a 2024, quando a dívida ficou em R$ 198 milhões.

Já em 2023, o rombo foi de R$ 147 milhões. Nos anos de 2022 e 2021, o plano apresentou saldo positivo: R$ 12,6 milhões e R$ 900 mil, respectivamente.

A reportagem solicitou ao Planserv um posicionamento a respeito do débito milionário de 2025, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para eventual esclarecimento.

Mudanças

Em dezembro do ano passado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sancionou uma lei para atualizar o modelo de financiamento do Planserv. Em uma tentativa de dar sustentabilidade financeira ao plano, o governo aumentou o seu aporte de recursos.

Neste ano de 2026, o percentual de contribuição patronal passou de 2,5% para 3,25, um incremento de 0,75%. Para 2027, o índice deve chegar a 4%.

Ainda segundo o governo baiano, a atualização do modelo de financiamento fez com que aproximadamente 160 mil beneficiários com remuneração de até R$ 7 mil tivessem redução na mensalidade paga.

Aumento de até 270%

Por um lado, o governo anunciou redução na mensalidade para cerca de 160 mil beneficiários. Por outro, entidades sindicais apontaram aumento na contribuição que ultrapassou os 270%, conforme apontou o Sindicato dos Fazendários do Estado da Bahia (Sindsefaz).

De acordo com as entidades sindicais, a alteração promovida pelo governo baiano passou a vincular o valor da mensalidade diretamente ao salário do servidor, substituindo o sistema anterior de faixas fixas. Para os sindicatos, a medida penaliza especialmente servidores de renda média, aposentados e pensionistas, que passaram a comprometer uma parcela significativamente maior do orçamento com o plano de saúde.

Nesse contexto, entidades como a Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Adusc/Adusb) e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgaram notas públicas criticando o que chamaram de aumento abusivo.