
Durante a tradicional saída do Ilê Aiyê neste sábado (14), Antônio Carlos, presidente e fundador do bloco, mais conhecido como “Vovô do Ilê”, comentou sobre o tema do cortejo afro neste ano. Celebrando 52 anos de história, o cortejo homenageia “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”.
“Esse ano nós escolhemos esse município do Rio de Janeiro, Maricá, para também falar da importância dessa influência, dos primeiros habitantes da terra que são os indígenas. Estamos muito felizes com o tema, ficou bonito”, afirmou o representante.
Ao comentar sobre a estrutura do bloco, Vovô do Ilê criticou a atual formatação do Carnaval de Salvador e a falta de valorização dos blocos tradicionais.
“Para você botar um bloco desse tamanho na rua é muito difícil. Hoje o carnaval chama-se carna-negócio. Acabou o tempo que a gente reunia a turma para sair brincando. Hoje é tudo profissionalizado. O lugar, a manutenção da cerca, os projetos sociais que salvam vidas. O que será que vai ser feito pelos governantes, em vez de investir em armamento e viaturas?”, declarou.
Ao finalizar a entrevista, o representante afirmou que os blocos afros ainda não recebem o reconhecimento necessário, tanto por parte do governo estadual quanto do município.


