Veja o resumo da noticia

  • Estratégia da Defensoria Pública da Bahia no Carnaval: atuação em diversas frentes como racismo, LGBTfobia, trabalho infantil e violência.
  • Atuação em urgências de saúde, busca e apreensão (devedores de alimentos), audiências de custódia e atendimento aos familiares dos presos.
  • Aumento do alcance da Defensoria em relação aos anos anteriores, com atendimento direto a mil pessoas e impacto em quatro mil.
  • Forte campanha de combate à violência contra a mulher, alertando sobre crimes como beijo à força e agressões físicas.
  • Acompanhamento de casos de crianças e adolescentes trabalhando com os pais, com intervenção da equipe psicossocial.
Foto: Aparecido Silva/PS Notícias
Foto: Aparecido Silva/PS Notícias

A Defensoria Defensoria Pública da Bahia (DPE) montou uma estratégia especial com atuações em diversas situações. Em entrevista ao PS Notícias, neste domingo (15), Laissa Rocha, coordenadora geral do plantão de Carnaval explicou as ações.

“A gente atua tanto com as situações decorrentes do próprio Carnaval, então situações de racismo, LGBTfobia, trabalho infantil, violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, em favor dos trabalhadores do Carnaval, catadores, ambulantes, cordeiros, mas também a gente atua em razão das situações da vida cotidiana”, afirmou.

Ou seja, o órgão atua em urgências de saúde, nas ações de busca e apreensão, principalmente em devedor de alimentos, que muitas vezes são apreendidos no circuito. Além disso, o DPE realiza audiências de custódia para as pessoas que estão sendo presas e atendendo aos familiares também.

Segundo Laissa, neste ano, a atuação da Defensoria Pública já está tendo um alcance maior do que nas últimas edições, pois, em três dias de Carnaval já atendeu diretamente mil pessoas e quatro mil foram impactadas pelos serviços de atuação em educação de direitos, como a distribuição de materiais informativos e pulseiras de identifica de crianças e adolescentes.

Combate à violência contra a mulher no Carnaval

“E esse ano a gente também veio com uma pauta muito forte de combate à violência contra a mulher. Então nossa campanha foi voltada para isso, para alertar as mulheres que determinadas posturas não podem ser naturalizadas. Então um beijo à força, como infelizmente ainda acontece no Carnaval, uma puxada de braço, pegar na mulher em regiões íntimas, tudo isso é considerado crime”, alertou.

Dentre os acompanhamentos, os casos mais recorrentes são crianças e adolescentes trabalhando com os pais nos circuitos.

“A Defensoria Pública vem intervindo com sua equipe psicossocial, com os defensores e defensoras que estão atuando nessas itinerâncias, quando faz essa identificação, dialoga com essas famílias, para que eles possam direcionar seus filhos, ou para ficar com algum familiar, ou que vá para algum centro de acolhimento a crianças e adolescentes”, destacou.