Veja o resumo da noticia

  • Malu Verçosa participa de coletiva com Daniela Mercury no Carnaval de Salvador e comenta decisão judicial sobre o ordem dos blocos.
  • Malu afirma que não recorrerá da decisão, mas buscará diálogo com Comcar e Saltur após o Carnaval para discutir a situação.
  • Malu critica a falta de critérios na definição da ordem dos blocos e alega que Daniela Mercury tem sido prejudicada ao longo dos anos.
  • Malu defende a necessidade de um órgão regulador para definir a ordem dos blocos, considerando o retorno financeiro e de mídia.
  • Malu reivindica o reconhecimento do direito do Bloco Crocodilo, que desfila há 30 anos, e se mostra aberta ao diálogo com outros blocos.
Foto: Vagner Souza/PS Notícias
Foto: Vagner Souza/PS Notícias

Esposa de Daniela Mercury, Malu Verçosa participou de uma coletiva de imprensa ao lado da artista, antes de apresentação no Carnaval, neste domingo (15). No local, ela falou sobre a decisão judicial que derrubou, em segunda instância, a liminar que colocaria o Bloco Crocodilo na frente no desfile do circuito Dodô (Barra-Ondina).

Malu afirma que não vai recorrer da decisão, mas diz que depois do Carnaval, vai tentar diálogo com Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar) e Empresa Salvador Turismo (Saltur).

“O que a gente vai fazer a partir de agora é, primeiro, tentar de novo o diálogo com o Comcar e com o Saltur, porque eu venho tentando aí ao longo do tempo. A gente, inclusive, oficiou o Comcar e a Saltur antes do Carnaval começar e não obtivemos resposta. Quando saiu a publicação da ordem dos blocos, eu liguei pessoalmente, não fui atendida. E aí, a única solução que a gente tinha era entrar com a ação na Justiça, que eu acho lastimável, porque somos colegas. Todo mundo sabe a história, todo mundo sabe o que aconteceu, como aconteceu, está tudo registrado”, defendeu.

Além disso, Malu cobrou critérios para definir ordem dos blocos, afirmando que, a cada ano, Daniela acaba se apresentando mais tarde.

“A gente tem que definir quais são os critérios. A gente tem que ter um órgão regulador, porque isso implica também em retorno financeiro, em retorno de mídia. Não sejamos ingênuos, entendeu? Tem interesses. E a gente é de boa, se quiser conversar, vai ser a primeira da fila. O Olodum quer sair primeiro, mas tudo bem. A Ivete tem compromisso? Não tem problema. Mas há de se reconhecer o direito e o lugar do Bloco Crocodilo, que está há 30 anos desfilando neste circuito que não existia”, finalizou.