
O coronel da reserva da Polícia Militar, Humberto Sturaro, atual chefe da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, defende que a segurança pública tenha uma voz na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Em conversa com a equipe do PS Notícias na noite desta terça-feira (17), último dia de carnaval, o coronel contou que sonha com uma candidatura coletiva para debater a segurança pública no Parlamento baiano.
Sturaro lembrou que passou 36 anos na Polícia Militar da Bahia sem poder fazer manifestação política. No entanto, sempre teve essa vontade de defender melhorias para a corporação.
“Eu cumpri todas as minhas missões, tenho portas abertas em todos os lados, porque sempre fui leal, correto e justo. A gente precisa ter uma voz na Assembleia. Não falo por mim, não. A gente precisa ter uma voz da segurança pública na Assembleia. Porque as pessoas que defendem a segurança pública estão se aproveitando dela para fazer palanque. Isso é muito triste. Segurança pública não é para fazer palanque. Hoje, a violência é um dos temas mais fortes que nós temos”, ressaltou
Mandato coletivo
O coronel Sturaro disse que conversou com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), a respeito da sua vontade política. Na conjuntura de eventual mandato coletivo, cogita um gabinete com representantes das principais forças de segurança, a exemplo das polícias Militar, Civil, Penal, além da Guarda Municipal.
“Eu penso muito em um mandato coletivo. Um coletivo vivo, preciso. Não é um mandato de Sturaro, mas um mandato da segurança pública”, enfatizou.
Sturaro não diz categoricamente que é pré-candidato. Durante sua entrevista ao PS Notícias, reiterou que a voz da segurança pública na Assembleia Legislativa não deverá ter medo de apontar eventuais falhas e sugerir melhorias para o segmento.
“Espero que a gente tenha nesse ano, quem quer que seja, uma voz da segurança pública. Agora, [uma voz] que pense em um todo, que não tenha vergonha de falar. ‘Ah não vou falar isso, porque vou me queimar com A. Ah, não vou falar isso, porque vou me queimar com B’. Tem que falar, pô”, disse o chefe da Guarda Municipal de Salvador.


