
Uma mulher foi estuprada na noite da última sexta-feira (13) no município de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O principal suspeito seria um vendedor de balas. Câmeras de segurança registraram a abordagem e parte da ação criminosa.
De acordo com o relato da vítima, em entrevista à Record Bahia, o homem se aproximou em uma rua com movimentação e iniciou a conversa normalmente, desejando boa noite. Em seguida, ele anunciou o assalto e afirmou que estava armado com uma faca, ordenando que ela obedecesse às suas ordens.
Ainda segundo a mulher, o suspeito encostou a faca em seu pescoço e passou a conduzi-la pela rua, fazendo perguntas pessoais enquanto a ameaçava de morte. A vítima contou que chegou a oferecer o celular, acreditando que se tratava apenas de um assalto, mas o homem disse que queria algo além e a obrigou a continuar caminhando.
“Ele me deu boa noite primeiro. Logo depois, falou que estava armado com uma faca e que era para eu obedecer ao que ele mandasse, senão ia me matar. Aí colocou a faca no meu pescoço e foi andando comigo. Ele perguntou minha idade, perguntou onde eu morava e foi me conduzindo, sempre me ameaçando. Dizia que, se eu não fizesse o que ele queria, ele ia me matar. Eu não sabia o que ele ia fazer de verdade”, contou.
O agressor levou a mulher até uma área mais isolada, nas proximidades de uma árvore, onde cometeu o estupro. Durante todo o tempo, ele manteve a faca encostada no pescoço da vítima e chegou a tampar a respiração dela para impedir pedidos de socorro. Mesmo com a passagem de motocicletas pelo local, o suspeito continuou o crime sob constantes ameaças.
A mulher relatou que, durante toda a ação, o agressor dizia que a mataria caso ela não obedecesse. Após o crime, ele a liberou e fugiu. O caso é investigado pela Polícia Civil. “Durante o ato, passaram duas motos. Mesmo assim, ele continuou. O tempo todo estava com a faca no meu pescoço. Ele tampava minha respiração para eu não gritar. Eu só pedia para ele me liberar para eu ir para minha casa. Ele falava que, quando acabasse, ia me soltar, senão ia me matar mesmo. Disse que estava pronto para matar, se fosse preciso”, completou.


