Foto: Max Haack / Secom
Foto: Max Haack / Secom

O plano da Prefeitura de Salvador de levar a sede do Executivo para o Palácio Arquiepiscopal (Palácio da Sé), no Centro Histórico, esbarrou em exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Após avaliação técnica, o órgão não deu aval ao projeto da forma como foi apresentado e pediu ajustes para proteger a integridade do imóvel, tombado desde 1938.

No parecer, o instituto reconhece que a proposta pode avançar, mas condiciona qualquer intervenção ao princípio da menor alteração possível na estrutura original. O documento orienta que as mudanças sejam restritas ao indispensável, sem uso de revestimentos invasivos, como painéis e cerâmicas, nem instalação de armários embutidos nas paredes históricas.

A proposta da prefeitura prevê mudanças na iluminação, modernização das redes elétrica, hidráulica e de climatização, além de reorganização de salas administrativas, com demolições pontuais, novas divisórias e adequações de acessibilidade.

Em nota técnica emitida após vistoria realizada em janeiro, o órgão federal determinou que a empresa responsável comunique oficialmente o início das obras e apresente um cronograma detalhado para permitir acompanhamento técnico semanal. Enquanto um novo projeto não é apresentado, a administração municipal segue funcionando no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal.

Antes de ser cogitado como sede da prefeitura, o Palácio da Sé passou por restauração e foi reaberto como espaço cultural, abrigando um centro de referência sobre a história da Igreja Católica no Brasil.