Veja o resumo da noticia
- Interdição de clínica oftalmológica na Avenida Garibaldi após denúncias de pacientes sobre procedimentos.
- Pacientes relatam efeitos colaterais graves após cirurgias de catarata, incluindo sangramento e perda da visão.
- Idosa de 64 anos expressa medo de perder o olho após consulta médica particular de emergência.
- Paciente internado no HGE necessitará de cirurgia para remoção do globo ocular devido às complicações.
- Clínica encaminha pacientes afetados para o Hospital Santa Luzia, localizado no bairro de Nazaré.

Uma clínica oftalmológica, localizada na Avenida Garibaldi, em Salvador, foi interditada após denúncias de pacientes. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) interditou o espaço nesta segunda-feira (2).
Pacientes relataram que fizeram cirurgia para tratar catarata na Clínica Clivan, mas tiveram diversos efeitos colaterais. Alguns deles reclamaram de sangramento no olho e até perda da visão.
“Desde quinta-feira estou sofrendo demais. Estou com medo de perder o olho. Fui em uma consulta particular, e o médico disse que eu teria que procurar um especialista em retina”, relatou uma idosa, de 64 anos, à TV Bahia. Ela fez cirurgia na última quinta-feira (26).
Outro paciente está internado no Hospital Geral do Estado (HGE) onde vai passar por cirurgia para remoção do globo ocular.
Após a situação, a clínica encaminhou os pacientes para o Hospital Santa Luzia, no bairro de Nazaré. A reportagem busca o posicionamento da empresa.
O que diz a SMS
Procurada pelo PS Notícias, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou que, ao tomar conhecimento da situação envolvendo procedimentos oftalmológicos, interditou a Clínica Clivan, responsável pelas intervenções, e suspendeu o convênio desta unidade com o município.
A pasta ainda adotou medidas sanitárias para apuração dos fatos e mitigação de riscos à população.
Em tempo, a SMS destacou que a clínica encontra-se devidamente licenciada junto à Vigilância Sanitária Municipal, com alvará sanitário vigente, tendo atendido aos requisitos técnicos e normativos exigidos para funcionamento. “O estabelecimento integrava a rede contratualizada para prestação de serviços ao município e ao Estado”, ressalta a Secretaria Municipal.
No âmbito da Vigilância Sanitária, foram adotadas as seguintes providências cautelares: suspensão cautelar do alvará sanitário; interdição temporária dos serviços relacionados aos procedimentos em apuração; instauração de processo administrativo sanitário para verificação das condições de funcionamento e conformidade com as normas vigentes; e notificação ao Ministério Público e Cremeb para acompanhamento nas esferas cabíveis.
“As medidas seguem os princípios da precaução e da proteção à saúde coletiva e permanecerão vigentes até a conclusão da apuração técnica”, pontua a SMS.


