Veja o resumo da noticia
- Operação Bandeira Branca: sede da Bamor é alvo de ação do DHPP e BEPE, com membros conduzidos para prestar esclarecimentos sobre a operação.
- Advogado da Bamor questiona a exclusividade da operação contra a torcida, especialmente antes do clássico Ba-Vi, final do campeonato.
- Defesa alega diálogo constante com autoridades e questiona o motivo da ação, sugerindo possível espetacularização midiática.
- A operação investiga tentativa de homicídio contra torcedor do Vitória ocorrida em janeiro, com mandados de prisão e busca.

Os advogados da torcida organizada Bamor se pronunciaram na manhã desta quarta-feira (4) sobre a Operação Bandeira Branca, que tem a sede da organizada, no bairro de Nazaré, como um dos alvos. A ação é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE). Três membros que estavam no local foram conduzidos a uma unidade policial para prestar esclarecimentos.
Um dos advogados da organizada, Otto Lopes, afirmou, em entrevista à TV Bahia, que recebeu a operação com “estranheza” e questionou o fato de a Bamor, segundo ele, ser o “alvo exclusivo” da ação, especialmente às vésperas de um clássico do futebol baiano. O Bahia enfrenta o Vitória no próximo sábado (7) pela final do Baianão.
“Há diversos episódios envolvendo outras torcidas que são noticiados na imprensa, mas nunca vemos uma operação semelhante sendo realizada contra integrantes da torcida do Esporte Clube Vitória. Então deixo esse questionamento ao secretário de Segurança Pública e ao governador do Estado: por que o alvo único e exclusivo é a Bamor?”, questionou.
Ainda de acordo com Otto, a torcida sempre esteve à disposição das autoridades, mantendo o diálogo com o Ministério Público e com o BEPE e que, na última segunda-feira (2), o presidente da organizada esteve na sede do Ministério Público para prestar esclarecimentos espontaneamente.
“Ainda assim, temos mais uma operação realizada na sede da torcida. Se o objetivo era obter a lista de associados, essa documentação já é de conhecimento do Ministério Público, do BEPE e das autoridades competentes. A gente questiona qual é, de fato, o motivo da ação. Seria uma espetacularização do processo penal, para gerar repercussão midiática?”, completa o advogado.
A ação cumpre mandados de prisão temporária, de busca e apreensão domiciliar e de internação provisória de investigados por participação na tentativa de homicídio contra um torcedor do Vitória. O crime ocorreu em janeiro de 2026, na Avenida São Rafael, em Salvador.
Segundo as investigações, a vítima foi cercada por cerca de 15 pessoas, agredida com socos e chutes e atingida por golpes de faca. Ela foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE). O responsável pelos golpes de faca foi preso no bairro de São Marcos.


