Veja o resumo da noticia
- Inema divulga laudo com altos níveis de nitrato e cobre em praia de São Tomé de Paripe, Bahia, alertando sobre os riscos de acesso.
- Órgão determina a instalação de placas de advertência e restrição de acesso à praia devido aos líquidos de origem desconhecida.
- Restrição de acesso se mantém devido à presença de líquidos desconhecidos em área frequentada por banhistas e pescadores.

Após o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) emitir um laudo revelando a presença de altos níveis de nitrato e cobre em amostras coletadas na praia de São Tomé de Paripe, o grupo Intermarítima, responsável pela gestão da empresa que atua no local, declarou que as substâncias encontradas na areia são incompatíveis com os produtos movimentados pelo terminal. Nesta quinta-feira (5), serão instaladas placas alertando para os riscos de acesso à praia.
Por meio de nota, a empresa declarou ainda que, desde as primeiras aparições dos líquidos azul e amarelo, se colocou à disposição do órgão ambiental, prestando esclarecimentos para auxiliar nas investigações.
“As circunstâncias do caso apontam para a necessidade de investigação sobre o histórico operacional no terminal, sendo fundamental que a antiga proprietária e operadora do Terminal apresente os relatórios de investigação ambiental elaborados por sua empresa de consultoria, os quais, até o presente momento, não foram disponibilizados para o Terminal Itapuã”, diz trecho da nota.
A empresa destacou ainda que o Terminal opera regularmente, em estrita conformidade com a legislação ambiental e com suas licenças vigentes, contando com certificações internacionais ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e Ecovadis Prata, que atestam seus padrões de gestão ambiental, de qualidade e de segurança.
Alerta
O Inema informou que, em análise preliminar, foi constatada a presença de altas concentrações de nitrato (NO₃) e cobre (Cu) no líquido azul, bem como nitrato (NO₃) no líquido amarelo, além de concentrações menores dessas substâncias em outras amostras coletadas nas proximidades da área de operação da referida empresa, o que reforça a necessidade de manutenção da restrição de acesso.
A constatação deve resultar na limitação do acesso à praia. A recomendação sugere que os banhistas não utilizem o mar e também a faixa de areia.
“Em razão da presença de líquidos de origem desconhecida em ambiente costeiro, área frequentada por banhistas, pescadores e demais usuários, e com base no princípio da precaução, foi determinada a instalação de placas de advertência no local afetado, restringindo o acesso da população”.



