Veja o resumo da noticia
- Declaração de Trump sobre envolvimento na escolha do líder supremo do Irã após a morte de Ali Khamenei em ataques.
- Trump descarta a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, assumir o comando do Irã.
- Críticas ao processo da Assembleia de Especialistas iraniana e comparação com a intervenção na Venezuela.
- Visão de Trump sobre um líder iraniano alinhado com políticas antigas e o risco de um novo conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (5) que precisa “estar pessoalmente envolvido” no processo de escolha do próximo líder supremo do Irã, após a morte do aiatolá Ali Khamenei em ataques realizados por forças dos EUA e de aliados.
Em entrevista ao site norte-americano Axios, Trump voltou a descartar a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, assumir o comando do Irã. Segundo o presidente americano, Mojtaba — apontado por analistas como o candidato mais provável — é “inaceitável” e incapaz de trazer estabilidade ao país.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, afirmou Trump, que também criticou o processo conduzido pela Assembleia de Especialistas iraniana, dizendo que os clérigos “estão perdendo tempo” com a escolha.
Trump citou o caso da Venezuela, onde, após uma intervenção militar liderada pelos EUA em janeiro, ele disse ter exercido influência na transição de poder naquele país. “Tenho que estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy Rodriguez na Venezuela”, declarou.
Trump e a Sucessão no Irã
O presidente também argumentou que, na sua visão, um líder iraniano alinhado às políticas do antigo líder supremo poderia levar os Estados Unidos novamente à guerra em alguns anos. No entanto, ele não detalhou de que forma o país poderia participar formalmente desse processo de escolha.
Enquanto isso, até o momento, o Irã não anunciou oficialmente um sucessor para o cargo máximo do regime. Diante desse cenário, a situação interna permanece marcada por incertezas após os recentes eventos militares na região.


