Veja o resumo da noticia

  • Divulgação de mensagens de celular de Daniel Vorcaro gera apreensão no Congresso Nacional devido a implicações políticas.
  • Conteúdo divulgado revela relação do banqueiro com Ciro Nogueira e Antonio Rueda, líderes influentes no cenário político.
  • Parlamentares pressionam Davi Alcolumbre para evitar instalação da CPI do Banco Master, temendo novas revelações.
  • Alegações de que documentos podem abalar a República intensificam a pressão para evitar a CPI e outras investigações.
Davi Alcolumbre (UB-AP). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Davi Alcolumbre (UB-AP). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A divulgação de mensagens do celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem causado apreensão entre líderes do Congresso Nacional. O conteúdo divulgado recentemente revela a relação do banqueiro com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil (UB), Antonio Rueda.

Conforme publicação do jornal O Globo, os trechos divulgados foram considerados uma prévia do que pode vir à tona com a quebra do sigilo do telefone de Daniel Vorcaro.

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Diante do temor do que pode surgir, parlamentares estariam pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP) a não instalar a CPI do Banco Master. O entendimento é que novas conversas podem ser reveladas, alcançando figuras políticas com amplo desdobramento no Congresso Nacional.

Pressão

Ainda de acordo com o diário carioca, o presidente do Senado estaria sendo pressionado a não convocar uma sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa considerada necessária para leitura do requerimento que pede abertura da CPI do Banco Master. Em síntese, sem a sessão conjunta, o pedido permanece sem tramitação.

“Os documentos podem abalar a República”, disse o deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) ao jornal sobre os impactos de eventual instalação da CPI.

Outro parlamentar consultado relatou que o presidente do Senado estaria sendo pressionado não somente a evitar a instalação da comissão, mas também diminuir o ritmo de trabalho de outras investigações em andamento, como a CPMI do INSS.