Veja o resumo da noticia
- Operação da Polícia Federal denominada Proteção do Território é deflagrada em Porto Seguro, Bahia, com foco em crimes em terra indígena.
- Investigação de invasão, comercialização ilegal de terras da União, degradação ambiental e possível tráfico de drogas na região.
- Ação conjunta envolve agentes da PF, Secretaria de Segurança Pública, Core, Bope e Força Nacional para cumprimento de mandados.
- Objetivo principal é apreender documentos, contratos, comprovantes e materiais que identifiquem os envolvidos no comércio ilegal.
- Busca por armas, drogas e mídias eletrônicas para aprofundar as investigações, elucidar os fatos e responsabilizar os criminosos.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4), em Porto Seguro, no sul da Bahia, a operação Proteção do Território. A investida realizada por uma força-tarefa cumpre três mandados de busca e apreensão relacionados a um suposto esquema no interior da reserva da Terra Indígena Barra Velha.
Dentre os crimes investigados na operação estão invasão e comercialização de terras da União, degradação ambiental e tráfico de drogas. Um homem foragido da Justiça também é alvo dos policiais.
Participam agentes da PF, Secretaria de Segurança Pública, Coordenação de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) e da Força Nacional.

Apreensão de provas e documentos
As medidas cautelares têm como objetivo a apreensão de documentos de propriedade, contratos de cessão ou venda, comprovantes de transação, materiais de engenharia, notas fiscais de insumos e registros contábeis que possam identificar financiadores e agentes envolvidos no comércio ilegal de terras indígenas.
A ação policial também visa a apreensão de armas, drogas e quaisquer outros objetos relacionados à prática criminosa, além de mídias eletrônicas, consideradas fundamentais para o aprofundamento das investigações, a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Caso fique comprovado, as condutas caracterizam os crimes de estelionato qualificado, usurpação de terras públicas e tráfico de drogas, dentre outros que porventura sejam descobertos no decorrer das investigações.
“As investigações seguem em curso e novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço dos trabalhos”, destaca a PF, em nota.


