Foto: Divulgação / Bruno Gonzaga
Foto: Divulgação / Bruno Gonzaga

Asuplente de vereadora pelo PSOL em Juazeiro, Manuella Tyler, afirmou que passou a sofrer ataques nas redes sociais após protagonizar um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, no último sábado (7), em Salvador.

O episódio ganhou força nas redes sociais depois que um vídeo do momento viralizou e foi associado a uma suposta “bronca” da primeira-dama Janja da Silva no presidente. Nas redes sociais, setores da extrema-direita passaram a apontar Manuella como pivô de uma ‘crise no relacionamento presidencial’, o que incomodou a ativista.

Em entrevista ao PS Notícias a suplente disse que foi alvo de um “ataque orquestrado” e negou qualquer situação de constrangimento.

“Foi a primeira vez que encontrei o presidente Lula. Foi um encontro muito potente, de reafirmação do lado da história que nós estamos lutando, das políticas públicas que acreditamos e do projeto de nação que defendemos”, declarou.

Mulher trans, travesti e ambientalista, Manuela afirmou que o momento teve significado pessoal e político.

“Eu venho do interior, sou ribeirinha, fui a primeira da minha família a acessar o ensino superior. Foi emocionante. Ele me parabenizou pelo meu trabalho e falou da importância da nossa atuação”, relatou.

Segundo ela, o contato foi breve, já que o evento contava com a presença de ministros e parlamentares da base governista. “A gente tentou ser célere para não tomar o tempo do presidente no palco. Não imaginávamos essa repercussão.”

Repercussão

A suplente afirmou que, inicialmente, encarou com humor teorias conspiratórias que circularam nas redes. No entanto, disse que o cenário mudou após manifestações de parlamentares da oposição.

“A surpresa veio horas depois com a publicação do deputado federal Nicolás Ferreira, que de forma leiviana criou uma narrativa de intriga entre duas mulheres, criando uma notícia que de fato não existiu, e isso trouxe consequências sérias, uma onda de caos, de desinformação, de ataque, de violência, inclusive de transfobia, e que não temos como pactuar”, afirmou.

Manuela disse que segue recebendo mensagens ofensivas, mas que continuará exercendo sua atuação política. “Não vão nos intimidar. Nosso compromisso segue sendo com a democracia e com a população.”