Foto: Reprodução / Petlove
Foto: Reprodução / Petlove

Se você convive com um cachorro ou um gato, certamente já presenciou aquela cena clássica: o pet se coçando sem parar. À primeira vista, pode parecer algo simples e passageiro. Mas a coceira insistente costuma ser um dos principais sinais de um problema cada vez mais comum e muitas vezes subestimado.

A dermatite tem se tornado um diagnóstico frequente nos consultórios veterinários. Mas afinal, o que é essa doença? E por que ela tem aumentado tanto entre os pets?

O que é dermatite?

De forma simples, a dermatite é uma inflamação da pele. O veterinário dermatologista Édren Silva explica: “A pele funciona como um escudo de proteção. Quando esse escudo é agredido, o corpo começa a dar sinais de alerta”.

E esses sinais aparecem de diversas formas. Vermelhidão, irritação, descamação, mau cheiro, falhas de pelo e até feridas estão entre os sintomas mais comuns em cães e gatos.

O que causa o problema?

As causas são variadas. Alergias alimentares, pólen, ácaros, poeira, picadas de insetos, produtos de limpeza, infecções bacterianas ou fúngicas e até o estresse podem desencadear a doença.

“Cada animal reage de forma diferente. O que funciona para um pode não funcionar para outro”, ressalta o especialista.

Por isso, a consulta individualizada é fundamental para identificar a raiz do problema.

Existe tratamento?

O tratamento não segue uma fórmula única. Pode envolver medicamentos anti-inflamatórios, antibióticos (quando necessários), shampoos terapêuticos, suplementação nutricional e até ajustes na alimentação, seja ela industrializada ou natural.

Tudo deve ser feito com acompanhamento veterinário. A boa notícia é que, quando diagnosticada precocemente, a dermatite costuma ter controle eficaz.

Por que os casos estão aumentando?

Nos últimos anos, o número de diagnósticos cresceu. Mudanças ambientais, alimentação industrializada, maior exposição a produtos químicos e a vida cada vez mais urbana dos pets ajudam a explicar esse cenário.

A principal orientação dos especialistas é clara: prevenção. Alimentação de qualidade, ambiente limpo, banhos adequados e consultas regulares ao veterinário fazem toda a diferença. E vale lembrar: coceira em excesso não é normal. Pode ser um pedido de socorro silencioso da pele do seu melhor amigo. E você, tutor, precisa estar atento.