Foto: Letícia Carvalho/PS Notícias
Foto: Letícia Carvalho/PS Notícias

Aposta da cantora Daniela Mercury para o Carnaval 2026, a música É Terreiro, parceria com Alcione, une samba, identidade afro e força feminina. Em entrevista ao Portal PSNoticias, a artista falou sobre o simbolismo da canção e citou Maria Padilha como representação dessa energia.

A música ganhou um clipe especial. O vídeo foi gravado durante o evento Pôr do Som, realizado no dia 1º de janeiro, no Farol da Barra, e conta com participação de Ivete Sangalo. Ao falar sobre a origem de É Terreiro, Daniela revelou que a música chegou como um presente.

“É uma história muito espontânea. Esse álbum foi acontecendo a partir de um presente que foi de Geraldo Azevedo. E eu recebi É Terreiro também de presente.”

Na sequência, a cantora explicou por que Maria Padilha se tornou central na narrativa da canção. Segundo ela, a figura representa força, luta feminina e identidade cultural.

“Eu já vinha há anos querendo compor músicas para falar de uma mulher forte. Quando chegou essa figura que eu não conhecia muito, a Maria Padilha, achei que ela seria exatamente essa representação.”

Daniela também reforçou a ligação da música com a cultura afro-baiana e com as raízes do Carnaval. A artista citou o samba, o samba-reggae e as rítmicas de terreiro como bases do trabalho.

“É uma música que fala dessa base afro que a gente tem muito na Bahia, que é a base também do nosso carnaval. O que a gente tem de mais original e genuíno é daqui.”

Daniela também ressaltou o peso simbólico da parceria com Alcione.

“Com a Alcione cantando, ela dá mais sentido a toda letra. Os sambas também nascem do terreiro, das batidas do candomblé e da umbanda.”

A artista afirmou ainda que a proposta de É Terreiro é ocupar espaços. “Quero ver É Terreiro fazendo do Brasil um terreiro.”