Veja o resumo da noticia
- O fotógrafo Jordan Vilas participa do projeto Adobe Borogodó, expondo no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.
- Sua obra destaca o Carnaval de Salvador, focando na energia presente nas ladeiras do Pelourinho e manifestações de fé.
- O projeto Adobe Borogodó busca registrar a essência e autenticidade da cultura brasileira através de diversos artistas.
- Jordan Vilas busca mostrar no carnaval a celebração das crenças, raízes e ancestralidade do povo baiano.
- A presença do artista baiano no MIS fortalece o diálogo entre territórios e amplia a visibilidade da cultura brasileira.

O fotógrafo baiano Jordan Vilas é um dos 20 artistas selecionados para integrar o projeto Adobe Borogodó, em cartaz no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A exposição reúne olhares de diferentes criadores brasileiros sobre a essência e a potência cultural do país. Jordan escolheu levar para o espaço expositivo um dos maiores símbolos da identidade baiana: o Carnaval de Salvador.
Conhecido por seu trabalho que atravessa moda, música e cultura negra, Jordan apresenta um recorte sensível e vibrante da festa popular, fugindo do óbvio dos trios elétricos e dos grandes palcos. Assim, o foco está no que ele chama de “borogodó”, a energia invisível que pulsa nas ladeiras, gestos de fé, nas fantasias improvisadas e nas histórias que acontecem longe do circuito principal.
O projeto Adobe Borogodó propõe justamente esse mergulho. Artistas de diferentes regiões registram aquilo que dá sabor, alma e autenticidade ao Brasil. Portanto, para Jordan Vilas, representar Salvador em um dos principais espaços culturais do país é mais que uma conquista profissional.
“Eu tentei fugir dos trios e fui atrás desse borogodó nas ladeiras do Pelourinho. Queria mostrar que, além da festividade, o nosso Carnaval também abraça a fé. As pessoas estão ali celebrando suas crenças, suas raízes, sua ancestralidade”, afirma o fotógrafo.
A presença de um artista baiano no MIS reforça o diálogo entre territórios e amplia a visibilidade de narrativas que historicamente constroem a cultura brasileira, mas nem sempre ocupam os grandes centros expositivos.



