
O presidente do Esporte Clube Bahia, Emerson Ferretti, revelou o desejo de repatriar o canoísta baiano Isaquias Queiroz, de 32 anos de idade. Neste mês de janeiro, o Flamengo o encerramento da equipe de canoagem e, consequentemente, a saída do atleta.
Em entrevista ao canal “Sou Mais Bahia”, Ferretti disse que já conversou com Isaquias. No entanto, a contratação passa por obstáculos, entre eles, o fator econômico.
“É um sonho, quero muito realizar isso. [Isaquias] é um atleta que dispensa comentários, sobre toda a capacidade, tudo que ele representa ao esporte brasileiro. A gente tem a maior vontade de repatriá-lo e fazer com que ele vista a camisa do Bahia. Se o futebol precisa de patrocínio, de investimento, as outras modalidades precisam muito mais. Tudo depende, logicamente, do sucesso primeiro de captar parceiros, apoiadores, investidores e patrocinadores para que a gente possa trazer atletas de alto nível, desenvolver atletas, dar condições a esses atletas e a disputar as melhores competições nacionais e internacionais”, explica Ferretti.
Carreira Isaquias Queiroz
Natural de Ubaitaba, no sul da Bahia, Isaquias Queiroz superou dificuldades na infância até se tornar um dos maiores nomes do esporte. Entre os obstáculos, ele sofreu queimaduras graves e perdeu um dos rins após cair em cima de uma pedra
A virada de chave começou em um projeto social que ensinava canoagem no Rio das Contas, que corta a cidade. Destaque na modalidade, portanto, Isaquias disputou os Jogos Olímpicos da Juventude aos 14 anos, foi campeão mundial júnior aos 15.
Após o Comitê Olímpico do Brasil (COB) contratar o treinador espanhol Jesús Morlán Isaquias Queiroz deslanchou de vez rumo ao topo do mundo. De lá para cá, o baiano conquistou cinco medalhas olímpicas ao longo da carreira na canoagem de velocidade (3 pratas e 1 bronze na Rio-2016, 1 ouro em Tóquio-2020 e 1 prata em Paris-2024). Assim, ele aparece na lista de um dos maiores medalhistas olímpicos do Brasil.


